X-Men: Apocalipse – Crítica

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Pelo menos não é Batman VS Superman

X-Men+Apocalypse+critica

 

Direção: Bryan Singer

Elenco: James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence e Oscar Isaac

Roteiro: Simon Kinberg, Bryan Singer, Dan Harris e Michael Dougherty


Nota 3 de 5 estrelas


Confesso que antes de assistir ao filme, já tinha conhecimento de que a recepção da crítica americana havia sido um tanto negativa – para não dizer desastrosa.

Agora, após ter visto com meus próprios olhos, cheguei a conclusão de que os críticos americanos talvez tenham sido severos demais com X-Men: Apocalipse. Não me entenda mal, o filme é – no máximo – medíocre e grande parte do seu sucesso nas bilheterias pode ser atribuído a qualidade de seus antecessores, porém, para a felicidade de todos os envolvidos, Apocalipse não é nem o pior filme de sua franquia e nem o pior filme de super-heróis do ano (estou olhando para você Batman Vs Superman), logo, podemos considerar essa uma derrota não tão massacrante.

Vamos por partes, começando pelo o que deu errado. Quem me conhece, sabe que tenho grande admiração pela Jennifer Lawrence, mas sua interpretação em X-Men: Apocalipse entrará para a história como um dos pontos mais baixos de sua carreira.

Fica extremamente claro que a atriz não liga mais para essa franquia. Se ela tivesse um terço do entusiasmo que mostrou no papel de Katniss, interpretando a Mística, eu estaria contando outra história, mas, como está, tenho que admitir que a Mística de Jennifer Lawrence não me convence. 

Para esclarecer, não estou colocando toda a culpa do fracasso da produção nas costas da Lawrence, o roteiro e o enredo insosso são os principais culpados. No entanto, quando sua história tem como um dos focos principais a personagem da atriz menos empolgada do set, as coisas podem desandar de uma maneira que talvez leve o roteirista e o diretor a repensar se talvez isso seja uma boa ideia para o próximo filme.

Em contraste com a Jennifer Lawrence, James McAvoy e Michael Fassbender aparentam estar mais animados com o retorno aos X-Men. McAvoy, principalmente, parece estar ainda mais à vontade no papel de Charles Xavier e, para a sua sorte, seu personagem foi um dos mais bem tratados pelos roteiristas ao longo desses anos. 

Fassbender faz o seu melhor com que tem nas mãos. Lamentavelmente, seu personagem fica com o arco mais previsível do filme. Além disso, confesso que estou ficando cansada do constante vai e volta do personagem, é de deixar qualquer um tonto. 

Os atores escolhidos para interpretar a nova safra de mutantes parecem muito fisicamente com suas encarnações dos quadrinhos, contudo, para alguns, a semelhança termina aí. Com exceção dos três protagonistas, os outros intérpretes sofrem um pouco com as escolhas diretorias. Bryan Singer insiste em focalizar toda a película em grandiosas cenas de ação em detrimento de maior desenvolvimento dos personagens. Mesmo assim, alguns atores conseguem se sobressair em meio a uma trama não muito excitante. Destaque para Kodi Smit-McPhee (Noturno), que é uma alegria de se ver na tela e consegue roubar todas as cenas; e Evan Peters em seu retorno triunfal como Mercúrio em duas sequências magníficas.

Sobre Oscar Isaac como o vilão Apocalipse, só tenho o que lamentar. Ele é terrível? Não, de maneira alguma. Entretanto, alguns aspectos do personagem deixam muito a desejar, o que é triste, pois, na teoria, ele deveria ser o personagem mais interessante do filme. Apocalipse, simplesmente, não consegue se sustentar quando divide uma cena com os heróis (ou anti-heróis) mais carismáticos, como Magneto, Professor X e Mercúrio. Ele não parece ser ameaçador o bastante e algumas vezes chega a ser caricato. A boa notícia é que  – mesmo com todos os defeitos – o filme consegue ter um final satisfatório, apesar de previsível.  

Minha intenção não é desanimar os fãs, tenho certeza que os mais fervorosos irão tirar algum proveito de X-Men Apocalipse, mas não posso deixar de apontar que, infelizmente, essa investida não se equipara com os outros filmes da franquia. Mas, ei, tem sempre o próximo filme, não é mesmo?


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Sobre o Autor

Roberta Figueiredo
Formada em Comunicação Social, produtora independente de cinema, respira conhecimento e se alimenta de cultura. Ariana, teimosa, gosta de caminhar na praia e fazer maratonas no Netflix. ;-)

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