Um Limite Entre Nós – Crítica

2 votes, average: 2,50 out of 52 votes, average: 2,50 out of 52 votes, average: 2,50 out of 52 votes, average: 2,50 out of 52 votes, average: 2,50 out of 5 (2 votes, average: 2,50 out of 5)
You need to be a registered member to rate this post.

Um Oscar para Denzel Washington, uma soneca para o público

Um Limite Entre Nós Crítica

“Cercas”, do título em inglês, é a adaptação da peça ganhadora do Pulitzer escrita por August Wilson em 1983. Após protagoniza-la no Teatro, em 2010, ao lado da mesma Viola Davis, Denzel Washington decidiu dirigir e atuar na versão cinematográfica do drama familiar ambientado nos EUA dos anos 50.

Troy Maxson é um trabalhador negro e pobre com um histórico de violência na infância e frustração profissional na vida adulta; um personagem complexo e atormentado que vive uma crise de meia idade. Brincalhão com o melhor amigo, Troy demonstra uma crescente agressividade com a família. Sua mulher define bem seu caráter contraditório na frase “Às vezes quando me abraçava, era como se estivesse me cortando”.

Verborrágico e monótono devido à herança teatral, Um Limite Entre Nós funciona bem como uma obra de comentário social e estudo de personagem. Já como experiência cinematográfica sólida, deixa muito a desejar. Um segundo ato fraco, personagens secundários desinteressantes e uma aridez visual tremenda não ajudam a carência dramática. As longas cenas, de mise-en-scène pouco inspirada e fotografia medíocre, se sustentam unicamente nas atuações intensas de Washington e Davis.

O primeiro mescla com verossimilhança a crueldade e a doçura em um personagem multifacetado. Seu olhar carrega toda a dor de um passado invisível e o comportamento absurdo de Troy ganha sentido senão justificativa. Já Davis tem o espectador na mão entre suas lágrimas e risos, criando um retrato de força sem a perda de vulnerabilidade; uma atuação de gala que ocasionalmente ofusca a do protagonista.

Se no seu terceiro longa, Washington pretendia alcançar a importância histórica e excelência dramática de uma obra como “O Sol Tornará a Brilhar”, a missão não foi cumprida. Já se sua intenção era “apenas” ganhar um segundo Oscar de Melhor Ator, tudo indica que o veterano não irá se decepcionar.

Sobre o Autor

Priscilla Signorelli
Cinéfila de alma antiga que prefere Technicolor a CGI, mas assiste de Marvel a Bergman com prazer. Divide o tempo útil entre a Crítica e a Cinemateca do MAM, enquanto sonha em viver de Cultura. Pseudo-poetisa e roteirista nas horas vagas.

Comentários
CBS divulga os trailers de suas novas séries
quarta-feira, 19h33
CBS divulga os trailers de suas novas séries

Uma nova Fall season, novas séries para acompanhar. O canal americano CBS divulgou imagens e trailers das suas novas séries. Supergirl Supergirl é baseado nos personagens criados pela DC Comics…

Ver Post
segunda-feira, 15h21
O Romance Está no Ar do Rio de Janeiro!

Festival exibe filmes a céu aberto no Flamengo Projeto Verão no Pátio, no Oi Futuro, tem como tema filmes sobre amor, inspirado no espetáculo Fatal, em cartaz no centro cultural…

Ver Post
Som de Segunda: As Melhores Playlists do Spotify
segunda-feira, 20h29
Som de Segunda: As Melhores Playlists do Spotify

Os serviços de streaming estão cada vez mais populares no Brasil e aposto que mais da metade dos internautas do país tenham uma conta em algum dos programas mais conhecidos…

Ver Post
Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com