Sully – O Herói do Rio Hudson – Crítica

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A vida no ar é mais fácil

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“Mais um filme de avião”: esta deve ter sido a reação de muitos ao descobrir sobre a versão hollywoodiana do episódio conhecido como “Milagre do Rio Hudson”. Na realidade, a proposta do diretor Clint Eastwood é bem mais nobre em temática e rica em sua abordagem.  

Em 15 de Janeiro de 2009, minutos após decolar do aeroporto de LaGuardia, em Nova York, o voo US Airways 1549, com 155 pessoas a bordo, perdeu os dois motores após múltiplas colisões com pássaros. O capitão Chesley Sullenberger teve apenas 208 segundos para transformar a catástrofe anunciada em um pouso de água sem fatalidades. Herói para a população, mas inimigo de sua empresa e da seguradora da aeronave, Sully deve passar por um impiedoso julgamento de conduta pela agência reguladora aérea dos EUA.

Mais bem classificado como um drama que um filme de ação, como o material poderia sugerir a princípio, o grande trunfo de Sully – O Herói do Rio Hudson é seu enfoque no “aspecto humano”. Para fazer-nos conhecer seu protagonista, Eastwood propõe a costura de três momentos; em ordem de importância: A juventude de Sully e sua iniciação na aviação, o incidente propriamente dito e os dias seguintes, quando a fama repentina e a audiência deflagram uma crise interna no piloto.

“A vida no ar é mais fácil” a citação do sensível roteiro de Todd Komarnicki seria um subtítulo mais apropriado no Brasil. O status de herói é questionado pelo bondoso comandante múltiplas vezes; Sully insiste em dividir o crédito pelo “milagre” não só com seu copiloto, como com as aeromoças e até mesmo com os passageiros – “Todos nós fizemos isso”. É claro que a cada sinal de modéstia, mais nítida a grandeza de caráter do personagem.

A tentativa de desumanização de um homem simples e verdadeiramente bem-intencionado em prol de interesses financeiros de mega instituições levanta questionamentos importantes sobre os valores que regem a sociedade contemporânea. A questão ganha ainda mais força com os paralelos entre as ensaiadas simulações de cabine, usadas como provas pelos inquisidores, e o evento em si. “Vocês estão procurando um erro humano. Faça parecer humano” insiste o herói em sua defesa.

Não existiria melhor escolha para o papel que Tom Hanks. Seu rosto honesto e olhar sincero ganham a confiança do público imediatamente. Confiança esta, sabiamente aproveitada por Eastwood, que em pouco mais de 90 minutos, nos renova a esperança na humanidade, tirando o pó daquela velha, mas insistente certeza, de que o Bem sempre vence o Mal.

 

Sobre o Autor

Priscilla Signorelli
Cinéfila de alma antiga que prefere Technicolor a CGI, mas assiste de Marvel a Bergman com prazer. Divide o tempo útil entre a Crítica e a Cinemateca do MAM, enquanto sonha em viver de Cultura. Pseudo-poetisa e roteirista nas horas vagas.

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