Som de Segunda: Top 5 Clipes do Queens of the Stone Age

 

Baby Duck, Carlo Von Sexron, D.P. Pete, Ginger Elvis, J Ho. Não importa de qual apelido ele seja chamado, Joshua Michael Homme III, ou somente Josh Homme, é um dos maiores nomes do rock alternativo de todos os tempos. Único membro original do Queens of The Stone Age, Josh também foi fundador da banda de stoner rock Kyuss, faz dupla com Jesse Hughes na banda Eagles of Death Metal, é idealizador das Desert Sessions e ainda faz parte do supergrupo Them Crooked Vultures, ao lado de Dave Grohl e John Paul Jones. Ele toca guitarra, bateria, baixo, piano, banjo e ainda canta, escreve, produz e ocasionalmente atua. É difícil acreditar que Homme acumula todas essas credenciais com somente 42 anos, completados nesse dia 17 de Maio. Por isso, o Pipoca e Guaraná comemora essa data em grande estilo, elencando os top 5 clipes do Queens of The Stone Age!

 

 

QOTSA1

 

5 – Sick, Sick, Sick

Muitas músicas do Queens of The Stone Age são sobre pulsão de vida e de morte e “Sick Sick Sick”, single do quinto disco da banda, Era Vulgaris (2007), não é exceção. A letra fala sobre estar preso pelo desejo por uma mulher e ficar, assim, sob o comando dela. Além disso, tanto o nome do disco quanto a sua arte apontam para o tema de um glamour decadente. Por isso, o clipe dirigido por Brett Simon, que também assinou o vídeo do primeiro hit do The Killers, “Somebody Told Me”, incorpora muito bem a energia da banda, da música e de todo o disco. Sick, Sick, Sick – irresistível.

 

 

4 – The Vampyre of Time and Memory

Esse top 5 é para comemorar uma data que chegou muito perto de não acontecer. “The Vampyre of Time and Memory” trata de um momento anterior à gravação do mais recente disco do Queens…Like Clockwork (2013), quando Josh chegou a morrer durante uma cirurgia no joelho. “Eu quero que Deus venha e me leve para casa / porque eu me sinto completamente sozinho nessa multidão”. Esses são os primeiros versos que Josh escreveu depois dessa experiência traumática e, por isso, essa é uma das raras baladas do grupo e uma das poucas vezes em que o vocalista e compositor se despiu liricamente do sarcasmo habitual e corajosamente mostrou toda a sua vulnerabilidade. Em uma entrevista para a NME, Josh admitiu que odiou a música logo depois de escrevê-la, pois achava que ninguém ia se interessar em seu lamento. Ele então explica que sua esposa, a também música Brody Dalle, o encorajou a não se importar com que os outros iriam pensar. Então ele se lembrou, em suas próprias palavras, “de que você precisa fazer música para você. Se você fizer um bom trabalho, você pode aprender algo sobre si mesmo”. Dirigido por Kii Arens e Jason Trucco, artistas que já tinham trabalhado em artes para a banda, o clipe ganhou uma versão interativa que você pode conferir aqui. O vídeo incorpora a atmosfera soturna da canção com salões mal assombrados, animais empalhados (talvez uma referência à própria videografia anterior do Queens) e “vampyros”, sendo Josh o mais elegante e sedutor deles. Realmente, esse cara é imortal.

 

 

3 – 3’s and 7’s

Outro single de Era Vulgaris (2007), o título da música é muito possivelmente uma referência a uma mão ruim de pôquer. A letra fala sobre ser enganado e sobre estar em um relacionamento onde o outro sempre tenta levar a melhor, ainda que no blefe. O clipe foi gravado em uma zona desértica da Califórnia que fica a cerca de três horas de Los Angeles. Na borda do Parque Nacional de Joshua Tree, e do outro lado da estrada de onde um outro Joshua nasceu, fica o Rancho de La Luna, o estúdio considerado segunda casa de inúmeras bandas (inclusive Kyuss e o próprio Queens) e Meca de artistas ao redor do mundo. O clipe foi dirigido por Paul Minor, cujos créditos incluem o vídeo de “Starlight”, do Muse. Trata-se de um trailer para um filme fictício, com influências dos exploitation films dos anos 60, que eram longas de baixo orçamento com muito sexo e violência para atrair o público. Essa estética acabou por virar cult e ser adotada por cineastas como Tarantino, inclusive em seu filme Grindhouse, lançado no mesmo ano em que o disco do Queens saiu, sendo assim uma clara influência para esse clipe. Uma curiosidade é que a primeira versão dele tinha nudez frontal completa, mas essas cenas foram editadas posteriormente.

 

 

2 – No One Knows

Sabe aquele amigo que diz que nunca ouviu Queens of The Stone Age? Mostre essa música para ele e ele vai descobrir que conhece a banda. Esse é um dos maiores hits do grupo e muita gente, inclusive eu, começou a gostar deles por esse single, que está no disco Songs For The Deaf (2002), conhecido por ter contado com a participação especialíssima de Dave Grohl na bateria. Apesar de ter sido lançada somente em 2002, a  música que foi indicada ao prêmio Grammy de Melhor Performance de Hard Rock começou a ser feita 5 anos antes. De acordo com uma das entrevistas de Josh para a revista NME, “como compositor, você é um motorista com um telefone. Eu deixo as músicas se terminarem sozinhas, eu não as pressiono e, quando elas estão prontas, elas me ligam. Às vezes, você as leva até a metade do caminho, mas recebe outra ligação mais tarde e finalmente as deixa no seu local de destino”. Por isso, não é à toa que Josh, o baixista Nick Oliveri e o vocalista Mark Lanegan, que fizeram parte do Queens nos seus primeiros trabalhos, estão dirigindo pelo deserto. O disco como um todo é considerado conceitual em um sentido aberto, já que a sequência de músicas leva o ouvinte numa viagem de carro de Los Angeles a Joshua Tree, enquanto sintoniza em diferentes rádios ao longo do caminho. O clipe, que conta uma surreal história com uma inversão clássica (o caçador acaba virando caça), foi gravado com a música em um andamento mais lento para permitir a criação de um efeito de staccato na imagem na pós-produção. Duas curiosidades são que Weird Al Yankovic, o cantor de paródias, interpreta o escoteiro-chefe no acampamento atropelado. Outra é a de que Nick escolheu tirar bem mais que a camisa quando o Queens se apresentou no Rock in Rio de 2001, tendo arranjado problemas com a polícia por tocar nu. Mas quem está no nível máximo de mojo nesse clipe é Josh, que lança olhares fulminantes e até lambe a guitarra. Tem como não amar?

 

 

1 – I Appear Missing

“I Appear Missing” é um dos singles do mais recente disco do Queens of The Stone Age, …Like Clockwork (2013), o primeiro desde Era Vulgaris (2007). O longo jejum, como já mencionado, teve razões sérias: Homme chegou a morrer durante um procedimento cirúrgico na perna. Depois disso, foi acometido por uma doença que o deixou quatro meses de cama e a letra dessa música fala exatamente sobre esse período. Em uma entrevista de 2013, Josh declarou, sobre o trabalho considerado um dos mais sombrios da banda: “Eu acho que estava perdido, procurando algo no escuro. E naquela escuridão, eu achei esse disco. Eu gostaria de ter mais controle sobre o que eu faço e houve vezes onde eu tive, mas essa realmente não foi uma delas.”

 

 

1.1 – O clipe de “I Appear Missing” é a primeira parte de um curta-metragem dirigido pelo artista plástico Boneface, que fez toda a arte para …Like Clockwork, e o ilustrador e animador Liam Brazier. Esse curta inclui clipes para as canções “Kalopsia”, “Keep Your Eyes Peeled”, “If I Had a Tail” e “My God is The Sun”. Nos créditos do filme, aparecem inclusive os músicos que fizeram participação especial no disco, entre eles Alex Turner, vocal do Arctic Monkeys, Mark Lanegan, Nick Oliveri e Joey Castillo, respectivamente ex-vocalista, baixista e baterista do Queens, Trent Reznor, do Nine Inch Nails (que curiosamente faz aniversário no mesmo dia que Josh Homme) e Dave Grohl, do Foo Fighters, que já tocou com Homme no próprio Queens e é seu parceiro em um projeto paralelo, o Them Crooked Vultures. Alerta de spoiler: o curta-metragem termina no mesmo lugar onde começa – igual a um relógio.

 

Sobre o Autor

Anna Israel
Formada em Comunicação Social – Cinema pela PUC-Rio, tive a sorte de fazer intercâmbios para a UCLA, NYU e Cornell nos EUA, de conhecer alguns dos meus grandes ídolos e de ganhar prêmios com meus trabalhos. Para viver, só preciso de cinema, TV e música. Mas boas horas de sono e chocolate também vêm a calhar.

Comentários
Lucy
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Lucy

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