Som de Segunda: Top 5 – Amy Winehouse

 

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23 de julho de 2011. Família reunida para comemorar o aniversário da avó. Entre temperos, barulho de panela, crianças correndo, e tias conversando, a TV ligada anuncia a morte de Amy Winehouse. Não deveria, mas fiquei surpreso e um tanto quanto triste quando ouvi a notícia. Sou otimista e sempre acreditei na recuperação daquela que eu considerava uma das maiores cantoras da história, mas, infelizmente, sua carreira terminava ali, de forma triste, mas previsível.

Mas música é uma coisa mágica. Por mais clichê que seja, é fato que o artista morre, mas sua obra fica para a eternidade, graças a Deus! E toda vez que ouço as músicas de Amy ainda sinto uma emoção, um arrepio, que apenas artistas verdadeiros conseguem provocar. E pensar que quando ouvi “Rehab” a primeira vez achei um saco, mas quando tive a chance de ouvir o Back To Black (2006) completo, foi uma grata surpresa. O disco me tomou como uma paixão arrebatadora pela música, entrega e visceralidade que Amy expôs naquelas dez faixas.

Como não podia deixar de homenageá-la, listei algumas das cinco músicas gravadas por Amy que mais gosto. Mas essa nunca será uma lista definitiva, visto que é difícil escolher as melhores músicas de uma cantora tão versátil.


#5. Valerie (’68 Version)

Amy gravou uma versão dessa música para o disco de Mark Ronson, produtor de Back To Black, e ela se apropriou da obra como se tivesse sido composta por ela – a canção é da banda The Zutons. Mas a versão que mais gosto é que foi lançada no disco póstumo Lioness: Hidden Treasures (2011), que tem uma pegada mais retrô, e tem mais a ver com a cantora.


#4. October Song

A música é leve como um pássaro. Não à toa, Amy a escreveu em homenagem a Ava, seu canário de estimação que morreu em um fim de semana que ela não estava em casa, conforme escreveu Howard Sounes em Amy e o Clube do 27 (Editora LeYa).


# 3. Stronger Than Me

Amy consegue ser irônica e sagaz nessa letra, na qual zomba de um ex-namorado que parece um “menino-moça”, pede que ele cumpra seu papel de homem e pergunta: “você é gay?”. A letra é um tanto machista, mas a cantora sempre gostou de ser provocadora. Isso sem contar a pegada R&B que faz com esta seja uma grande canção!


# 2. Back To Black

Essa música é dramática, triste e intensa, como quase tudo feito por ela. Uma síntese do casamento com Blake Fielder-Civil, com o qual tinha uma relação quase doentia. No clipe que Amy aparece em funeral a música ganha tons ainda mais soturnos.


#1. Tears Dry on Their Own

Amy morreu sozinha, assim como suas lágrimas se secaram. A música tem um tom mais ensolarado, apesar de tratar da separação com Blake e ter uma letra triste. O arranjo faz homenagem a “Ain’t no Moutain High Enough”, de Marvin Gaye e Tammi Terrell, e é o melhor momento de Back To Black.

Sobre o Autor

PH Rosa
Jornalista, autor de contos que nunca viram a luz do dia, viciado em música e comprador compulsivo de livros, discos e tênis. Se diz bom amigo, mas prefere ir ao cinema sozinho. Ama descobrir novos sons e escrever sobre canções que causam arrepio.

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