Som de Segunda: O Voo Alto do Young The Giant

 

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Parece que o Young The Giant está encontrando seu caminho a cada disco. Depois do melancólico disco de estreia (2010) e do elétrico Mind Over Matter (2014), o grupo americano chega agora com seu trabalho mais coeso, Home of Strange (2016), repleto de canções com arranjos que misturam melodias suaves como as do primeiro disco com o acento pop do segundo.

A banda ficou conhecida em 2010, logo após lançar o primeiro disco homônimo, que rendeu indicação e uma apresentação visceral no VMA (Video Music Awards) da MTV em 2011. Os singles “My Body” e “Apartment” foram bem executados, mas foi “Cough Syrup” que rompeu as barreiras da cena independente, alcançando um público maior.

Já no segundo álbum, a banda pesou mais no som e apostou em elementos mais pop, deixando o som um pouco mais maduro e empolgante. “Mind Over Matter” mostra bem essa nova faceta da banda, com sintetizadores e uma pegada um pouco reggae. Foi com esse disco que a banda veio ao Brasil pela primeira vez, abrindo shows do Smashing Pumpkins e se apresentando no Lollapalooza, em 2015.

Home of Strange começa suave com “Amerika”, que vai ganhando corpo em tons graves até dar espaço para “Something To Believe In”. Esta foi uma ótima escolha para primeiro single do disco. Ainda mantendo o destaque na cozinha da banda, a canção explode em um refrão dançante, cheio de suingue.

Um dos destaques da banda é a voz incrível de Sameer Gadhia que consegue passar de um tom para outro com aparente facilidade. É possível perceber isso em faixas como a ótima “Elsewhere” e a bela “Repeat”. Entre os momentos mais animados do disco estão “Mr. Know-It-All” e a roqueira “Jugle Youth”. Mas é “Silvertongue” que arrebata tudo em um arranjo leve e simples, mas que coloca o clima nas alturas.

Ainda há espaço para a beleza de “Art Exhibit”, que ganhou um vídeo bonito do projeto “In The Open”, no qual a banda faz versões acústicas de algumas de suas músicas ao ar livre, no meio da natureza. Além da faixa citada, o projeto também rendeu versões bem bonitas de “Mind Over Matter”, “Apartment” e “Crystallized”.

Home of Strange mostra que uma banda não precisa ser megalomaníaca para conseguir bons resultados. Neste disco a banda alça voos mais altos de forma dinâmica e coesa, mas sem tirar totalmente os pés do chão.

 

Sobre o Autor

PH Rosa
Jornalista, autor de contos que nunca viram a luz do dia, viciado em música e comprador compulsivo de livros, discos e tênis. Se diz bom amigo, mas prefere ir ao cinema sozinho. Ama descobrir novos sons e escrever sobre canções que causam arrepio.

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