Som de Segunda: Discos Para Ouvir Antes que o Ano Acabe (Parte 1)

 

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Em um ano de muitos lançamentos e muitas surpresas, é comum que alguns passem um pouco despercebidos ou não chamem tanto a atenção da mídia e do público. Outros até ganham certo destaque, mas grande parte das pessoas acaba não ouvindo por serem de artistas mais independentes. Pois bem, para encerrar o ano resolvi fazer uma lista com os discos que mais me agradaram, mas não foram tão falados quanto álbuns de grandes artistas como Adele e Anitta.


1. Selva Mundo – Vivendo do Ócio

Após dois lançamentos pela Deck, os baianos do Vivendo do Ócio resolveram seguir por conta própria neste quarto disco da carreira. Sem deixar o rock alternativo de lado, o garotos misturaram ritmos brasileiros à sua música, incorporando referências nordestinas e de cordel nas letras. Entre os destaques estão “Amor em Construção”, com participação de Pepeu Gomes, “Beira do Mar”, “Carranca” e “Porrada”.


2. Selvática – Karina Buhr

O disco acabou sendo mais falado pela capa considerada polêmica do que pelas músicas. Com letras inspiradas em temas feministas, Karina transformou seu terceiro disco em uma espécie de manifesto. A questão da mulher é debatida em arranjos que vão do rock ao reggae, mas sem deixar o famoso pandeirinho da artista de lado. Boa parte das letras começaram como poesias, já que, além de cantar, Karina também se aventura no desenho e na escrita. As faixas mais interessantes são “Eu Sou Um Monstro”, “Selvática”, “Dragão” e a bela “Deperdiço-Te-Me”.


3. Ventre – Ventre

A banda que foi chegando com calma na cena carioca, lançou seu ótimo disco de estreia este ano. Com faixas de climas e letras intensas, a sonoridade do álbum vai do blues ao indie passando por stoner rock e uma certa dose de experimentação psicodélica. “Carnaval” é sem dúvidas uma das melhores e mais bonitas músicas lançadas em 2015, e “Quente” traz o clima já citado no título, com todo peso e energia do power trio.


4. Tô Na Vida – Ana Cañas

Quatro anos após o último lançamento, Ana Cañas voltou com vigoroso e pesado. Com produção de Lúcio Maia, guitarrista da Nação Zumbi que também gravou o instrumento no disco, o álbum conta com canções mais uniformes que falam sobre amor e vida. Um dos melhores momentos do trabalho é “Coisa Deus”, que lembra o trabalho de Anna Calvi. “Existe”, “Tô Na Vida” e “Mulher” – que tem forte influência de Rita Lee – também mostram que Ana vai além da MPB e tem capacidade de integrar qualquer festival de rock Brasil afora.


5. Frou Frou – Bárbara Eugênia

Este é um dos melhores trabalhos da cantora carioca radicada em São Paulo. Tida como aposta da chamada “nova MPB” ao lançar seu primeiro disco, Bárbara Eugênia avançou o sinal e misturou ritmos e estilos em seu terceiro trabalho de estúdio. Com forte influência dos anos 70, o disco tem passagens mais pop e dançantes – “Besta”, “Pra Te Atazanar”, “Doppelganger Love” – e outras mais roqueiras e psicodélicas – “Cama” e “Ai, Doeu!”.

Sobre o Autor

PH Rosa
Jornalista, autor de contos que nunca viram a luz do dia, viciado em música e comprador compulsivo de livros, discos e tênis. Se diz bom amigo, mas prefere ir ao cinema sozinho. Ama descobrir novos sons e escrever sobre canções que causam arrepio.

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