Som de Segunda – 5 Melhores Clipes do Interpol

 

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Paul Banks, vocalista, guitarrista e letrista da banda nova-iorquina Interpol, completou 37 anos no dia 3 de Maio. Por isso, o Pipoca e Guaraná comemora o aniversário de um dos maiores nomes do rock alternativo fazendo um ranking dos top 5 clipes de sua banda!

 

5 – NYC

A marca de Nova York é indelével na música do Interpol. NYC (New York Cares), do disco de estreia da banda, Turn on The Bright Lights (2002), aborda a melancolia, a solidão e, ao mesmo tempo, o dinamismo e o apoio proporcionados pela cidade mais movimentada do mundo. As imagens do clipe, dirigido por Adam Levite e Doug Aitken, artista multimídia, traduzem muito bem esses dois lados da mesma moeda e são uma excelente apresentação da sonoridade sombria do grupo.

 

 

4 – Rest My Chemistry

O clipe de Rest My Chemistry, do terceiro álbum do Interpol, Our Love to Admire (2007), parece dizer que todas as coisas, desde as menores até as maiores, são feitas pela mesma química. Ele começa com pequenos pontos esparsos e a ligação entre eles torna o todo muito maior que as partes, o que se assemelha ao estilo de composição das letras da banda. Em uma entrevista recente para a revista Rolling Stone, Paul declarou: “Eu não descreveria minhas músicas como ‘contar histórias’. Creio que seja mais sobre evocar ideias e emoções, que espero que criem uma coesão a ponto de os ouvintes entenderem o que estou querendo passar e que, de algum modo, você possa se identificar com aquilo ou que aquilo faça você pensar ou se sentir de um certo modo. Não é uma história sobre pessoas específicas, não me interesso por esse tipo de letra. Sou muito mais interessado em abstrações e fragmentos e o modo como eles podem se combinar e formar algo que é coeso e coerente. É como uma pintura cubista.”

 

 

3 – Everything is Wrong

O clipe de Everything is Wrong, do quinto e mais recente álbum do Interpol, El Pintor (2014), apesar de retratar uma música com uma letra seríssima, é uma grande “piada interna” para os fãs da banda. O video foi co-dirigido pelo próprio Paul Banks, que também assumiu o mesmo papel nos clipes de All The Rage Back Home e Twice as Hard. Na ficção, Paul tem um guarda-costas pugilista, está vestido como rapper, “seca” uma mulher na rua e briga com um homem tirando foto de um cartaz. Na vida real, o cantor é tão fã de rap e hip hop que chega a discotecar sets e gravar mixtapes desses estilos. Já o homem que interpreta seu guarda-costas no clipe é de fato um pugilista e uma curiosidade é que Paul Banks usou esse esporte como uma alternativa ao surfe durante as gravações do disco. “Qualquer atividade que manda endorfinas para o cérebro é popular com músicos”, brincou ele em uma entrevista recente. Além disso, a mulher para quem ele olha é sua namorada, a ex-modelo Helena Christensen. O homem com quem briga é interpretado por Carlos Puga, co-diretor desse clipe e produtor do de Twice as Hard, e o cartaz do qual ele tira foto é o da própria banda. O homem que ignora Paul na rua é o ator Chris Abbott, que fez o seriado Girls. Para completar, o baterista Sam Fogarino faz o papel de conquistador, enquanto o guitarrista Daniel Kessler faz o bom moço popular.

 

 

2 – Lights

Lights é single do quarto disco da banda, o auto-intitulado Interpol (2010). Como em muitas das músicas do grupo,  a canção é sobre um desejo que não se resolve e, exatamente através do mistério e do subtexto, se intensifica cada vez mais. No clipe assinado por Charlie White, que também dirigiu o vídeo de Evil, a sutileza e a sensualidade latente de uma cerimônia ritualística de cultivo de feromônio traduzem perfeitamente o poder de algo não-dito que transborda por todos os poros.

 

 

2.1 – A admiração mútua entre o aclamado diretor de cinema David Lynch, que começou a carreira como artista plástico, e o Interpol resultou em uma colaboração em um curta animado chamado I Touch a Red Button Man, que usa Lights como trilha-sonora.

 

 

1 – No I in Threesome

A direção do clipe de No I in Threesome, do álbum Our Love to Admire (2007), é de Patrick Daughters, que já trabalhou com bandas como Yeah Yeah Yeahs, Kings of Leon, Muse, Death Cab for Cutie e Depeche Mode. A casa caindo aos pedaços é uma excelente metáfora para o desgaste que a ação do tempo provocou na relação retratada pela canção, que está tão mal que precisa de um terceiro elemento para funcionar. No clipe, gravado em um plano sequência para enfatizar o próprio fluir ininterrupto do tempo, a questão da ausência emocional apesar da presença física e das lembranças do passado se confundirem com a realidade atual é tratada de modo inteligente, eficaz e sensível. Por isso, o vídeo se alça a um novo patamar e se torna não somente uma grande peça da venda da música, mas também uma excelente obra cinematográfica.

 

 

A banda se apresentou recentemente no festival Lollapalooza, em São Paulo. Se você quiser que o Interpol volte para um show solo aqui no Brasil, junte-se à campanha no Queremos aqui:

E aí, o que vocês acharam dessa seleção de clipes do Interpol? Deixem seus comentários.

Sobre o Autor

Anna Israel
Formada em Comunicação Social – Cinema pela PUC-Rio, tive a sorte de fazer intercâmbios para a UCLA, NYU e Cornell nos EUA, de conhecer alguns dos meus grandes ídolos e de ganhar prêmios com meus trabalhos. Para viver, só preciso de cinema, TV e música. Mas boas horas de sono e chocolate também vêm a calhar.

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