Som de Segunda: 3 Álbuns Para Sair do Óbvio

3 álbuns para sair do óbvioSabe quando bate aquele tédio musical, que você quer ouvir alguma coisa diferente, mas acaba ficando sempre nos mesmos discos? O post de hoje vai trazer pra você três dicas de álbuns para ouvir quando esse momento chegar ou, simplesmente, para conhecer sons de diferentes estilos. Vamos lá!


Sintoma – Castello Branco

Segundo álbum do carioca, Sintoma (2017, Independente) mantém a qualidade de Serviço (2013), sua estreia solo. Com letras poéticas e melodias doces e suaves, o trabalho é encantador do início ao fim. A voz leve de Castello dá o tom perfeito em faixas como “O Peso do Meu Coração”, que abre de forma magnífica o trabalho. Outros destaques são “Não Me Confunda”, “Cara a Cara” e “Meu Reino”, todas com poder de aquecer o coração. O álbum conta ainda com as participações de Filipe Catto e Mãeana.


Hiss Spun – Chelsea Wolfe

A californiana lançou seu quinto trabalho de estúdio em setembro, com uma sonoridade ainda mais sombria do que a já explorada anteriormente. Hiss Spun (2017, Seargent House) é repleto de peso, uma espécie de metal experimental, e conta com a participação de Troy Van Leeuwen, do Queens of The Stone Age. O álbum foi antecipado pelo single “16 Psyche”, que reflete em seu clipe toda a estética do trabalho de forma visual. “Offering” tem um tom um pouco mais pop, mas ainda é densa como “Vex” ou a obscura “The Culling”.


Xenia – Xênia França

Em sua estreia solo, Xênia França canta sobre ser mulher negra, racismo, herança africana e apropriação cultural. Xenia (2017, Independente) joga a luz sobre essas questões com arranjos influenciados pelas religiões de matriz africana, mas com um tom pop e referências de blues, jazz e muita música brasileira. Em “Breu”, uma das mais bonitas do disco, Xênia canta sobre a morte de Cláudia da Silva, morta em 2014 pela PM do Rio de Janeiro quando voltava da padaria. “Miragem (Sem Razão)” é sensual e agradável. Mas a força do disco está na faixa de abertura, “Pra Que Me Chamas?”, na qual ela aborda o tema da apropriação da cultura negra. O álbum também traz releituras de “Do Alto”, de Tiganá Santana, e “Respeitem Meus Cabelos, Brancos”, de Chico César. Político, empoderador e também muito bem produzido, Xenia é um disco que não dá pra deixar de ouvir.

Sobre o Autor

PH Rosa
Jornalista, autor de contos que nunca viram a luz do dia, viciado em música e comprador compulsivo de livros, discos e tênis. Se diz bom amigo, mas prefere ir ao cinema sozinho. Ama descobrir novos sons e escrever sobre canções que causam arrepio.

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