Show Review: Faith No More – Rock in Rio 2015

 

Foto: G1/Facebook Faith No More

Foto: G1/Facebook Faith No More

 

“Tranquilo”, disse Mike Patton após cair no fosso durante uma tentativa de mosh no show do Rock in Rio. Esse foi mais ou menos o clima da apresentação dos veteranos do Faith No More na edição de 30 anos do festival, diferente de toda a energia que contagiou o público do Maracanã em 1991, durante a segunda edição do evento. Na noite da última sexta-feira, 25, eles enfrentaram um público difícil, fãs de metal ansiosos pela principal atração da noite, o Slipknot. Corey Taylor, líder dos mascarados, já disse em entrevistas a importância do Faith No More para sua carreira. Mas os maggots parecem ignorar esse fato e foram meio hostis com a banda de Patton.

Cenário todo branco, assim como a roupa dos integrantes, e repleto de flores, simulando um ritual de umbanda, como disse Patton em entrevista à TV Globo. Na hora marcada, os americanos subiram ao palco e iniciaram o concerto com “Motherfucker”, canção soturna que foi o primeiro single deles em 18 anos. Apesar da boa receptividade, o público só animou mesmo nas clássicas “From Out of Nowhere” e “Caffeine”, na qual o vocalista se jogou da passarela e provocou a cena mais falada do festival.

Foto: I Hate Flash

Foto: I Hate Flash

Após essa cena, com Patton se levantando e voltando ao palco, o clima começou a ficar morno, principalmente com a execução de “Evidence”, que tem menos punch e é mais dançante. Uma afronta aos fãs de metal que lá estavam, mas que pode ser considerada um deboche da banda, que não tem intenção de ser legal com ninguém. E é isso que encanta.

O clássico “Epic”, presente também em 1991, voltou a animar o público, mas a banda parecia estar cansada, já que os jovens senhores haviam acabado de fazer show em São Paulo, no dia anterior. A partir daí, o clima foi e voltou diversas vezes, já que entre clássicos furiosos foram inseridas músicas novas e baladas como “Easy” e “I Started a Joke”.

O auge da animação do público foi em “Superhero”, mas só conseguiu curtir a música quem estava dentro da gigante roda de pogo aberta em frente ao palco, enquanto o resto sofria num empurra-empurra desagradável e que deve ter feito alguns mais fracos passarem mal.

Na volta para o bis, o grupo emendou o cover de Bee Gees com “We Care a Lot” e “Just a Man”, que encerraram o show em um clima mais ameno. Ao fim da 1h15 de apresentação, deu para perceber que a banda se esforçou, mesmo com o desinteresse de parte do público e falta de um pouco mais de energia. Mas deixou quem estava ali para vê-los com vontade de ver um show “só para fãs” e com algumas músicas a mais, que fariam uma baita diferença no setlist.

 

Sobre o Autor

PH Rosa
Jornalista, autor de contos que nunca viram a luz do dia, viciado em música e comprador compulsivo de livros, discos e tênis. Se diz bom amigo, mas prefere ir ao cinema sozinho. Ama descobrir novos sons e escrever sobre canções que causam arrepio.

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