Show Review: Céu e Clarice Falcão – Pepsi Twistland

A Marina da Glória, no Rio, foi tomada por um clima festivo na quinta-feira, 9, no quarto dia do festival Pepsi Twistland. O evento, que termina este sábado, 11, levou aos palcos o melhor da música brasileira, com parcerias interessantes como Johnny Hooker e Caio Prado e Nação Zumbi com Gilberto Gil e Jorge Mautner. Mas na quinta, quem ficou responsável a abrir o segundo fim de semana de festival foi a cantora Clarice Falcão, com show do disco Problema Meu (2016).

Fotos de Felipe Panfili, Felipe Fraga, Aldo Barranco e Alexandre Woloch

 

Clarice FalcãoAcompanhada de seus músicos que estavam fantasiados, assim como ela, Clarice abriu o show com o pop carnavalesco “Irônico” e emendou com a divertida “Eu Escolhi Você”, que ganhou um clipe polêmico cheio de nudes. Antes de começar a música, ela ainda brincou que “se alguém quiser tirar a roupa, a hora é agora”. E brincadeiras não faltaram ao longo da apresentação – que foi um pouco prejudicada pelo som alto demais. Quando alguém gritou o nome de uma tradicional escola do Rio, a humorista lembrou da época que estudou lá e disse ter sofrido muito bullying, mas num tom cômico, nada vitimista.

Em outro momento do show, Clarice disse que ia apresentar a versão de um clássico recente: “Eu sou Stefhany”, versão de Stefhany Sousa para “A Thousand Miles”, de Vanessa Carlton. Mais tarde, ela distribuiu pacotes de confetes para os fãs nas primeiras fileiras e fez uma homenagem a seu namorado, que fazia aniversário naquele dia, dedicando “Milla”, que transformou a pista 2 da Marina da Glória em um mini bloco de carnaval.

Intercalando faixas dos discos Monomania (2013) e do álbum mais recente, Clarice mostrou que tem talento em uma apresentação teatral e divertida, mesmo com músicas que nem sempre são interessantes, mas que agradam bastante seu público, que a ovacionou ao final do show.

A pista 1 foi enchendo minutos que Clarice acabou seu show. Enquanto o público se acomodava, uma moça gritou: “Agora vai começar o show de verdade”. Não demorou muito e Céu entrou, vestida de prata, ao som futurista dos sintetizadores que introduzem “Rapsódia Brasilis”. Em “Perfume do Invisível” o público se emocionou e cantou junto, e aqueceu os motores para a tropical e dançante “Arrastar-Te-Ei”.

Apesar de um repertório focado no disco Tropix (2016), Céu resgatou “Contravento” e “Cumadi”, dos discos anteriores, mantendo o clima animado. O show seguiu com as novas “Amor Pixelado” e “Etílica”, que fez ponte para a doce “Grains de Beuaté”, gravada em Vagarosa (2009). Em seguida, Céu tocou “Cangote”, do mesmo disco, em uma versão eletrônica, bem distante do arranjo reggae da gravação original, o que mostrou uma certa versatilidade da composição.

O grande momento da noite foi a participação de Lenine no show da cantora. O músico emprestou sua voz para “Minhas Bics”, enquanto Céu fez “Simples Assim” ficar ainda mais bonita com sua voz doce. A participação de Lenine terminou com “Hoje Eu Quero Sair Só”, que o público cantou eufórico.

Céu continuou o show com a incrível “Varanda Suspensa”, que ao vivo ganha força com a participação animada da plateia. Com quase um ano de turnê, é possível dizer que esse é um dos momentos preferidos para os fãs. Do primeiro disco, a cantora pescou os singles “Malemolência” e “Lenda” para um medley, antes de encerrar com a dançante “A Nave Vai”.

Depois de dezenas de pedidos dos fãs para um bis, a paulistana voltou ao palco com Lenine para mais um dueto, dessa vez com “Sangria”. Céu se despediu de vez com uma versão poderosa de “Sonâmbulo”, que arrebatou o público e mostrou que a cantora não veio para ser apenas mais uma voz no cenário brasileiro.

Setlist Clarice Falcão:

Irônico
Eu Escolhi Você
Eu Esqueci Você
Vinheta
Deve Ter Sido Eu
Se Esse Bar Fechar
O Que Eu Bebi
Marta
A Volta do Mecenas
Eu Sou Stefhany (A Thousand Miles)
Eu Me Lembro
Banho de Piscina
Eu Sou Problema Meu
Milla
Monomania
Survivor
Vagabunda
Clarice
Como é Que Eu Vou Dizer que Acabou

Setlist Céu:

Rapsódia Brasilis
Perfume do Invisível
Arrastar-Te-Ei
Contravento
Cumadi
Amor Pixelado
Etílica/Interlúdio
Grains de Beauté
Cangote
Minhas Bics (com Lenine)
Simples Assim (com Lenine)
Hoje Eu Quero Sair Só (com Lenine)
Varanda Suspensa
Malemolência/Lenda
A Nave Vai
Sangria (com Lenine)
Sonâmbulo

Sobre o Autor

PH Rosa
Jornalista, autor de contos que nunca viram a luz do dia, viciado em música e comprador compulsivo de livros, discos e tênis. Se diz bom amigo, mas prefere ir ao cinema sozinho. Ama descobrir novos sons e escrever sobre canções que causam arrepio.

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