Replay Pipoca: Os Prêmios Grammy 2015 – Parte 3

 

A terceira e última parte da nossa cobertura dos Grammys começa com o momento mais emocionante da premiação. Shia LaBeouf tomou o palco e surpreendeu ao trocar o teleprompter por um pequeno papel rosa. A misteriosa mensagem que ele leu foi assinada por um homem chamado Erik. LaBeouf explicou posteriormente que o texto era uma carta de amor do marido da cantora Sia, com quem ele recentemente trabalhou no vídeo de “Elastic Heart”. Na premiação, a atriz Kristen Wiig dançou “Chandelier” com a dançarina mirim que fez os dois clipes, a força da natureza chamada Maddie Ziegler. Fora o absurdo técnico que foi a performance, o fato de Sia cantar de frente para a parede é também um jeito de negar a ostentação típica dessas premiações. A cantora injustamente foi para a casa sem nenhum troféu, mas com certeza ela protagonizou o momento que fez valer três horas e meia de Grammys.

O prêmio de Canção do Ano foi anunciado por Enrique Iglesias e, entre “All About That Bass”, “Chandelier”, “Shake It Off”, “Stay With Me” e “Take Me To Church”, Sam Smith mal acreditou quando ganhou mais um prêmio.

Dave Grohl prestou uma homenagem ao amigo pessoal e rei dos talk shows, David Letterman, que vai se aposentar em Maio deste ano. Segundo Grohl, Letterman abriu as portas de seu programa para lends estabelecidas da música e ajudou a criar novas delas. Logo depois, Grohl apresentou a canção “Heart is a Drum”, em que Chris Martin apoiou Beck sem a ajuda de seus companheiros de banda do Coldplay. Será esse o prenúncio de uma carreira solo? Para mim, essa bola já tava cantada quando o grupo anunciou que o próximo álbum sera o ultimo…

Paul McCartney se levantou empolgadíssimo para aplaudir quando Stevie Wonder, um dos homenageados da noite, foi anunciar com Jamie Foxx os indicados para Gravação do Ano. Em um brincadeira com Jamie imitando Ray Charles, os dois enrolaram um pouco a entrega do prêmio, deixando os competidores Iggy Azalea, Sia, Sam Smith e Taylor Swift tensos. Mas quem levou foi – você adivinhou – Sam Smith, que agradeceu ao amor que partiu seu coração pela inspiração para o trabalho que o consagrou naquela noite.

Em um momento institucional, falou-se sobre leis de copyright, que, segundo a Creator’s Alliance, assegurarão que músicos do futuro consigam viver de sua arte. Depois disso, o In Memoriam arrepiou quando lembrou, entre outros, de Joe Cocker, Jack Bruce, do Cream, Tommy Ramone, do DJ Casey Kasem e até de Robin Williams, que também havia ganhado um Grammy e, é claro, feito piada sobre isso.

Para terminar a noite, Gwyneth Paltrow apresentou Beyoncé, que cantou a canção gospel “Take My Hand, Precious Lord”, relevante ao movimento negro. A própria Beyoncé então chamou o último número da premiação para “lembrar a todos da glória da música”. John Legend e Common fizeram uma bonita performance de “Glory”, da trilha sonora do filme “Selma”, pela qual eles recentemente ganharam um Globo de Ouro e estão indicados a um Oscar. Falando nisso, dia 22 de Fevereiro também é um domingo para ficar acordado até tarde mas, dessa vez, para prestigiar as maiores estrelas do Cinema. Até lá!

 

Sobre o Autor

Anna Israel
Formada em Comunicação Social – Cinema pela PUC-Rio, tive a sorte de fazer intercâmbios para a UCLA, NYU e Cornell nos EUA, de conhecer alguns dos meus grandes ídolos e de ganhar prêmios com meus trabalhos. Para viver, só preciso de cinema, TV e música. Mas boas horas de sono e chocolate também vêm a calhar.

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