Qualquer Gato Vira-Lata 2 – Crítica

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Qualquer-Gato-Vira-Lata-2

 

A peça teatral “Qualquer Gato Vira-Lata Tem Uma Vida Sexual Mais Que a Nossa” de autoria de Juca de Oliveira e com a direção de Bibi Ferreira é um grande sucesso de público desde os anos 90.

Juca escreveu a obra para a própria filha que havia terminado um namoro. Na peça, Tati é uma estudante de direito que namora Marcelo, um boa vida que não trabalha e não estuda. Depois de mais uma briga, ela assiste a uma palestra com o professor Conrado, que compara o comportamento humano com o dos animais dentro da teoria da evolução de Charles Darwin. Isso muda a vida da jovem e a partir disto, vemos nascer uma nova Tati. As consequências serão positivas para Conrado e negativas para o mulherengo e irresponsável namorado Marcelo.

O texto ganhou o troféu APETESP em 1999 na montagem com Rita Guedes (Tati), Marcos Pasquim (Conrado) e com Roger Gobeth (Marcelo) no elenco. Na recente montagem de 2014, a peça é estrelada por Monique Alfradique (Tati), Victor Frade (Conrado) e Marcos Nauer (Marcelo).

Em 2011, a peça ganhou vida nas telas de cinema com o título “Qualquer Gato Vira-Lata” com direção de Tomas Portella e Daniela De Carlo, com elenco de grandes estrelas da televisão, como Cleo Pires (Tati), Malvino Salvador (Conrado) e Dudu Azevedo (Marcelo). O filme levou mais de 1,2 milhão de pessoas ao cinema.

Em junho de 2015, a história ganhou uma nova sequência: “Qualquer Gato Vira-Lata 2” com direção dupla de Marcelo Antunez e Roberto Santucci. Santucci é um grande nome responsável por alguns dos maiores sucessos recentes da história do cinema brasileiro, como: “De pernas pro ar” (2010), “Até que a sorte nos separe” (2012), “O candidato honesto” (2014) e “Loucas pra casar” (2015).

 

 

No novo filme, o casal Tati e Conrado viaja para Cancún onde ele vai participar de uma conferência no lançamento do livro de sua autoria intitulado “Qualquer gato vira lata tem uma vida sexual mais sadia que a nossa”. Ângela (Rita Guedes), a ex-mulher de Conrado, também é convidada para o mesmo evento no México, onde ela também lança um livro cuja tese enfrenta a tese da obra dele: “Qualquer anta entende mais as mulheres que os homens”.

Durante a viagem, Tati aproveita para pedir o namorado em casamento em um jantar. Com a ajuda da amiga Paula (Letícia Novaes) e da mãe de Conrado, Glaucia (Stella Miranda) com uma grande transmissão via internet em tempo real para amigos e parentes no Brasil.  O problema é que o rapaz responde com um “Posso pensar?”, pois ele está ali no México a trabalho e foi pego completamente de surpresa e inclusive, ele merecia um pedido de desculpas por tamanha exposição. Tudo isso deixa a moça muito decepcionada e irada. Marcelo, que também acompanhou o evento pela internet, volta a ter esperanças e por isso voa, literalmente, para o México na companhia do melhor amigo, o Magrão (Álamo Facó).

Muito frustrada e disposta a se separar, ela resolve permanecer no mesmo hotel, onde se dedica a provocá-lo dia após dia com a ajuda de Ângela, a ex-mulher do professor.

As novas aquisições de atores no filme são muito bem-vindas. Mel Maia (“Nina” da novela Avenida Brasil e “Pérola” da novela Joia Rara) interpreta Julia, uma garotinha que aceita ser subornada por Marcelo ao se passar por sua filha na luta para reconquistar o coração da amada Tati. Ela está hospedada com os pais no hotel onde estão todos os outros personagens e é a personagem mais madura do grupo de adultos perdidos e atrapalhados ao lidar com o amor.

Mel Maia é um grande destaque com tamanha desenvoltura, maturidade e tranquilidade de encarar o personagem em cena. A jovem atriz de 11 anos torna-se uma gigante ao ganhar cada vez mais espaço artístico no cinema.

 

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No elenco adicional, conta-se com Fábio Jr. que faz uma participação especial como o pai de Tati. É o ponto emocional mais alto do filme. A atriz é filha do cantor com a também atriz Glória Pires. Pai e filha ficaram muitos anos sem se falar em uma relação conturbada e  se reaproximaram há pouco tempo. No filme há uma explosão de sentimentos e emoções que é capaz de deixar o espectador atônito sem saber se é um diálogo real de Cleo e Fábio ou entre os personagens. Vida real e ficção se misturam. Enquanto Tati, chora por amor, ela é amparada pelo pai que ainda canta um dos grandes sucessos da carreira de cantor “O que é que há?“.

 

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Stella Miranda desempenha com perfeição a divertida mãe de Conrado que também faz uma busca incansável de um par romântico, mas apenas com a finalidade de ter uma boa noite de sexo. A personagem rende cenas memoráveis ao envergonhar o filho Conrado com um comportamento mais libertino e “jovem” para a idade dela. O público vai dar boas risadas, o que já é de certa forma esperado de uma atriz de grande porte, experiência e talento de Stella Miranda.

Letícia Novaes está ainda melhor e mais afiada com as falas cômicas ao viver a melhor amiga de Tati, a Paula. Ela desempenha boas e hilariantes cenas ao lado de Álamo Facó e de Cleo Pires. A atriz tem um potencial indiscutível de colher muitos bons frutos na carreira. Uma grande promessa do cinema nacional.

“Qualquer Gato Vira Lata 2” é uma grande surpresa do cinema nacional e promessa de grande sucesso. Há melhorias evidentes na qualidade da produção e o filme mais liberdade, uma dose de libertinagem e sequências memoráveis de humor no roteiro. A entrada do grupo de mexicanos músicos despertam grandes risadas ao público sempre que começam a cantar e provocar os personagens que vivem situações de estresse na trama. Outro destaque é a sequência de humor da guerra gastronômica de pimentas no restaurante do hotel entre os personagens Marcelo e Conrado. México foi a melhor escolha de locação para a passagem da história deste quadrado amoroso.

O filme nos faz avaliar que é realmente válido comemorar os avanços que o cinema brasileiro demonstra neste gênero de comédia romântica. Avanços em diversos setores, tais como roteiro, produção, direção e fotografia.

O filme tem um nível técnico muito elevado dentro do recente catálogo de títulos nacionais. Planos muito bem desenhados, fluidez de movimentos de câmera e grande funcionalidade do recurso de multi-telas em diversas sequências do filme na tela de cinema. Este recurso foi muito bem utilizado, pois retrata com fidelidade a atual geração de multi-tarefas, ágil, inquieta e cada vez mais dependente de aplicativos, selfies e que sabe se adaptar a utilizar qualquer tipo de tela para se comunicar. Um trabalho incrível de direção de Roberto Santucci, Marcelo Antunez; direção de fotografia de Marcelo Brasil e roteiro de Paulo Cursino.

 

 

CLIQUE AQUI e veja como foi a nossa cobertura na coletiva do filme. Nossas pipoquinhas tiveram acesso com direito a uma entrevista exclusiva com a incrível Mel Maia e um galeria exclusiva de fotografias únicas para o nosso site.

 

 

Sobre o Autor

Ellen Ferreira
Cineasta e Jornalista. Ama se refugiar no cinema, maratonar séries e ouvir trilhas sonoras de filmes enquanto trabalha. Gostaria de ter trocado correspondências de amizade com o genial J.R.R Tolkien e de ter dirigido os filmes da era de ouro de Hollywood. Dedicada a criar, fazer filmes, pesquisar, escrever histórias e desbravar o máximo da cultura mundial.

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