Para Onde Vai Transparent?

 

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2015 não tem sido um ano fácil, não é mesmo? Nessa reta final parece que os roteiristas da vida ficaram loucos, e pra descansar do drama da realidade sempre temos as séries, onde os escritores ainda não perderam a sanidade. Ou perderam?

A grande surpresa de 2014 foi a estreia de Transparent na Amazon Prime. Uma dramédia que acertou em cheio em formato e tom, sobre um pai que se assume transsexual – e isso desencadeia questionamentos e segredos que seus três filhos reprimem.

Jill Soloway, a criadora, se baseou na sua experiência pessoal com sua moppa, como ela chama o o pai transsexual, e como sua irmã e ela saíram do armário depois disso. O elenco da série manda muito bem e tem Jeffrey Tambor como protagonista.

Transparent ganhou merecidamente dois Globos de Ouro e cinco Emmys pela primeira temporada. Eu recomendei a série para todas as pessoas que amo. Sério! Meus pais, parentes, amigos, vizinhos, professores, o porteiro, a dentista e para a caixa do supermercado. Transparent precisava ser conhecido! Eu fiz minha parte: espalhei o nome da série aos quatro ventos, todos que escutaram assistiram e – como já era esperado – amaram.

A segunda temporada estreou esse mês e todas essas pessoas me enviaram mensagens perguntando o que tinha acontecido com a série. Gente, pois é, eu não sou responsável. A família Pfefferman voltou em 2015 de cabeça pra baixo, em um ambiente muito mais dramático e triste que no ano anterior. As histórias estão cada vez mais individualistas e menos focadas no drama familiar como um todo. Eu sinto falta das interrelações constantes e das intimidades e segredos de cada um dos personagens, por exemplo.

Transparent talvez tenha errado na forma como apresentou o novo tema esse ano. Às vezes parece que eles indicam que homossexualismo e transsexualismo são mutações genéticas hereditárias, as vezes parece comparar o feminismo ao nazismo… Achou estranho, não é?

Mas nem tudo está perdido! Na nova temporada conhecemos a avó da família, uma judia alemã que imigrou aos EUA em 1933 ao fugir dos nazistas. Conhecemos o seu passado e ficamos sabendo que essa coisa de conservadorismo é mais moderna do que nós achamos. Um bom tapa nesse Natal para nossas famílias tradicionais brasileiras.

A série tem terceira temporada garantida e já foi nomeada a três categorias para o próximo Globo de Ouro: Melhor Série de Humor, Melhor Ator (Jeffrey Tambor) e Melhor Atriz Coadjulvante (Judith Light). Resta aguardar ansiosamente Dezembro de 2016 para saber qual o próximo furacão que vai passar sobre os Pfefferman.

 

Sobre o Autor

Eric Bitencourt
Não vê todos os filmes que devia, não assiste todas as séries que devia e nem ouve todas as músicas que devia. Mas tenta. Formado em Cinema no Rio, Eric vive em Köln, na Alemanha, onde se dedica a estudar e escrever para novas mídias.

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