Replay Pipoca: Os Prêmios Grammy 2015 – Parte 2

 

A segunda parte da noite continuou com muitos shows e ainda mais anúncios interrompendo a diversão. Mas como isso não existe aqui na cobertura do Pipoca e Guaraná, vamos lá!

Adam Levine e Gwen Stefani (que dorme em formol, não é possível, ela não mudou nada em 20 anos), dois dos apresentadores do The Voice, mostraram que também sabem fazer bem o que ensinam e cantaram “My Heart is Open” com acompanhamento de piano e cordas em um dos números mais bonitos da noite. Logo depois, rolou outra performance que levantou a galera. Hozier e Annie Lennox cantaram “Take Me to Church” e a cantora foi a única da noite, fora os veteranos do AC/DC, que se doou verdadeiramente no palco. Já Pharrell aceitou o desafio de tornar sua música super exposta em algo novo e apresentou “Happy” em uma versão que contou com a colaboração do compositor Hans Zimmer e o pianista Lang Lang. Ao recitar os primeiros versos e ouvi-los sendo repetidos em várias línguas diferentes, ficou claro que o cantor estava nervoso, mas quando a música normal foi tocada, o artista se soltou.

Um outro momento sério da cerimônia foi quando ninguém menos que o presidente norte-americano Barack Obama promoveu, através um curto pequeno vídeo, sua campanha contra a violência doméstica e pediu o apoio de artistas e fãs de música pela hashtag #itsonus, algo como “está em nossas mãos”. Para complementar o pedido de adesão à campanha, a ativista Brooke Axtell contou um pouco sobre como viveu na pele o que a campanha visa combater. Já Katy Perry, na frente de uma projeção de sombras contra um anteparo, entoou a sua balada “By The Grace of God”, cuja letra conta que a cantora contemplou o suicídio. Foi um momento intenso e sincero.

Para voltar ao clima de festa, Tony Bennett e Lady Gaga cantaram “Cheek to Cheek”. Gaga, mais voluptuosa do que de costume e trajando um figurino à la Jessica Rabbit, exibiu seu característico bom humor antes, durante e depois do número. Já Usher fez uma homenagem a Stevie Wonder cantando “If It’s Magic”, acompanhado por uma harpa em um palco com um facho de luz em cada um dos músicos. No final da canção, o próprio Wonder emerge do escuro, tocando gaita. Madonna, na plateia, se emocionou como não chegou a se emocionar nem quando ela mesma estava no palco.

Então, começou o segmento mais country da noite. Keith Urban apresentou Eric Church, que cantou “Give Me Back My Hometown”. Confesso que artistas country que vestem jaqueta preta e usam óculos escuros me confundem um pouco a cabeça. Brandy Clark and Dwight Yoakam também cantaram e, ao fim da performance, houve uma espera um pouco longa demais para que o próximo número começasse, revelando um pequeno erro no timing da produção.

Na sequência, veio “FourFiveSeconds”, colaboração entre Paul McCartney no backing vocal e no violão e Rihanna e Kanye West nos vocais. É seguro dizer que essa é uma das combinações mais esquisitas já feitas. Dave Grohl, com um sorriso meio amarelo, pareceu bater palmas para só uma pessoa no palco.

Sam Smith e Mary J. Blige, no dueto mais soul da noite, cantaram “Stay With Me” acompanhados por um coral e por violinos e contrabaixos. A dupla foi merecidamente aplaudida de pé. Quem também recebeu a mesma recepção calorosa, logo após o cantor Juanes dar um toque latino à premiação, foi ninguém menos que Prince, que disse que “álbuns ainda são relevantes” e apresentou os indicados a Álbum do Ano. Entre Beck, Beyoncé, Sam Smith, Pharell e Ed Sheeran, o azarão Beck ganhou mais um. Em um ímpeto, Kanye West quase subiu no palco para reprisar sua “performance” dos VMAs de seis anos atrás quando tirou o microfone da mão de Taylor Swift pra dizer que Beyoncé deveria ter ganho o prêmio, mas voltou atrás. Beck disse, indicando o palco com a mão: “volta. Ele precisa de ajuda para voltar”. Todos ficaram chocados e riram, inclusive a Beyoncé. Beck carinhosamente agradeceu a seus filhos, pois ter gravado o disco vencedor em casa os manteve acordados até um pouco mais tarde.

Sobre sua declaração de que Beck deveria dar seu prêmio para Beyoncé, Kanye depois afirmou: “Beck é um dos caras mais legais e mais respeitados do jogo, mas os Grammys são o Super Bowl dos músicos”. Porém, o tempo realmente cura todas as feridas, tanto que, segundo a Consequence of Sound, West e Taylor Swift planejam gravar juntos em breve. Para saber de mais momentos “bafão” desses Grammys, fique ligado na terceira parte da nossa cobertura da premiação!

 

Sobre o Autor

Anna Israel
Formada em Comunicação Social – Cinema pela PUC-Rio, tive a sorte de fazer intercâmbios para a UCLA, NYU e Cornell nos EUA, de conhecer alguns dos meus grandes ídolos e de ganhar prêmios com meus trabalhos. Para viver, só preciso de cinema, TV e música. Mas boas horas de sono e chocolate também vêm a calhar.

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