Replay Pipoca: Prêmios Grammy 2015 – Parte 1

 

Os Prêmios Grammy 2015 começaram bem, mas com um enorme desperdício. A performance do AC/DC (com Chris Slade de volta à bateria no lugar de Phil Rudd, que enfrenta problemas com a lei por um caso de drogas e ameaça de assassinato) foi arrasadora, mas foi feita para o que foi provavelmente o público mais desanimado para o qual a banda já tocou.

Apesar de ter sido uma apresentação histórica – pois a única vez anterior em que a banda tocou em uma cerimônia de premiação foi em sua introdução ao Hall da Fama do Rock em 2003 – o público que a viu foi composto por, entre outros, uma Katie Perry que nem ligava e um Ed Sheeran impassível. É por essas e outras que concordo com Noel Gallagher quando ele diz que não pode viver num mundo onde Sheeran esgota o Estádio Wembley… Porém, ao resgate da banda, veio um Paul McCartney curtindo muito, um Dave Grohl fazendo headbang loucamente e mesmo uma Lady Gaga que, como indica seu nome inspirado numa música do Queen, tem muito bom gosto musical.

O mestre de cerimônias foi o rapper LL Cool J, que começou a noite chamando Taylor Swift ao palco para apresentar o prêmio de Melhor Artista Revelação. A cantora, com muito bom humor, declarou que ela mesma, hoje ganhadora de 7 grammys, perdeu na categoria que hoje apresentava. Dentre os indicados, destacavam-se Iggy Azalea, Bastille, Haim e Sam Smith, sendo esse último o ganhador. Não foi nenhuma surpresa, já que o moço faz um som mais próximo do que o que a premiação tende a preferir. Era o começo da noite que mudaria a carreira dele.

Nessa edição da premiação, investiram pesado nos chamados “Grammy Moments”, que são encontros musicais inusitados que a ocasião proporciona. Ariana Grande cantou “Just a Little Bit of Your Heart” e Tom Jones e Jessie J apresentaram “You’ve Lost That Lovely Feeling”, já emendando nos indicados a Melhor Performance Solo de Pop. Nos destaques da categoria, estavam John Legend com “All of me”, Sia com “Chandelier”, Sam Smith com “Stay With Me”, Taylor Swift com “Shake it Off” e Pharrell com “Happy”, sendo que esse último ficou tão chocado de ter levado o prêmio que olhou para a câmera e disse claramente “o que eu faço?” ao subir ao palco.

Miranda Lambert, que mais tarde ganharia Melhor Álbum de Country, cantou “Little Red Wagon” e Barry Gibb, dos Bee Gees, ganhou um prêmio de conjunto da obra e apresentou os indicados na categoria de Melhor Álbum de Pop Vocal. Entre Coldplay, Miley Cirus, Ariana Grande, Katy Perry, Ed Sheeran e Sam Smith, ficou claro de quem seria a noite. Smith, ao se levantar para ir receber o prêmio, cumprimentou Rihanna (com um vestido incompreensível) e Katy Perry (de cabelo roxo) e, no discurso, afirmou que, antes de gravar o disco “In the Lonely Hour”, ele tentou perder peso e até fazer música ruim, mas que foi só quando ele começou a ser ele mesmo que as pessoas começaram a ouvi-lo. Foi uma das mensagens mais interessantes da festa.

Enquanto Kanye West, que tem 21 prêmios Grammy e 57 indicações, se apresentou pela primeira vez em 6 anos na premiação num cenário quase que totalmente escuro, Madonna, tendo sido apresentada por Miley Cyrus e Nicky Minaj, fez uma performance com toda a pompa e circunstância características dela. Vestida de toureira (temática que já foi explorada em alguns de seus clipes), ela dançou com um corpo de baile vestindo couro, com chifres e máscaras que cobriam seus rostos e ainda saiu elevada por um cabo no fim da performance.

Dentre os indicados a Melhor Álbum de Rock, estavam Ryan Adams, Beck, The Black Keys, Tom Petty and the Heartbreakers e U2. Foi então o momento de outra surpresa da noite – Beck levou o prêmio. George Harrison foi outro a quem foi feita uma homenagem pelo conjunto da obra (estranho começarem a dar esse prêmio postumamente, não?) e, logo depois, foi apresentado o prêmio de Melhor Performance de R&B. Os destaques foram para Beyoncé e Jay Z, Chris Brown, Jennifer Hudson e Usher, sendo que o casal mais queridinho da música na atualidade levou o prêmio para a casa.

Tocaram juntos Herbie Hancock, John Mayer, Questlove (do The Roots) e Ed Sheeran. John Mayer tava o perfeito Buddy Holly e, ao ver que ele estava na parte do fundo do palco, eu me toquei – o Ed Sheeran vem tomando um pouco o seu lugar. Mesmo assim, rolou uma das histórias mais engraçadas de bastidores que já ouvi. Uma publicação no Twitter oficial de Sheeran, o qual foi posteriormente apagada, explica tudo: “Amo Lady Gaga. Falei com ela mais cedo e ela me confundiu com um garçom. Tem que amar o Grammy #PrecisoDeUmTernoNovo?”. Gaga não comentou sobre o caso.

Sheeran também tocou com o Electric Light Orchestra. “Evil Woman” fez Paul McCartney cantar de pé, até que ele sacou que tava sendo filmado e sentou. Hilário. Quando tocaram “Mr. Blue Sky”, Nicole Kidman tentou fazer seu marido Keith Urban dançar. Alguém explica como esses dois ainda estão juntos? E porque ninguém contou para a Taylor Swift que ela não sabe dançar? Esses dois mistérios permaneceram inexplicáveis no Grammy, mas se você quiser saber tudo sobre a segunda metade da premiação, fique ligado na parte dois da nossa cobertura!

 

Sobre o Autor

Anna Israel
Formada em Comunicação Social – Cinema pela PUC-Rio, tive a sorte de fazer intercâmbios para a UCLA, NYU e Cornell nos EUA, de conhecer alguns dos meus grandes ídolos e de ganhar prêmios com meus trabalhos. Para viver, só preciso de cinema, TV e música. Mas boas horas de sono e chocolate também vêm a calhar.

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