O Exterminador do Futuro: Gênesis – Crítica

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Uma franquia velha, mas não obsoleta

 

Nos meses que antecederam o lançamento de O Exterminador do Futuro: Gênesis, os fãs dos filmes originais dirigidos por James Cameron não estavam muito animados com a ideia de um novo lançamento da série, principalmente, porque desde que Cameron abandonou a franquia, a qualidade dos filmes vem decaindo cada vez mais (O Exterminador do Futuro: A Salvação é uma dessas produções que gostaria de esquecer o mais rápido possível).

A boa notícia para os mais céticos veio quando James Cameron deu seu voto de confiança e incentivou os fãs da franquia a darem uma chance para Gênesis, algo que ele nunca havia feito para as outras sequências de O Exterminador do Futuro 1 e 2.  (Assista ao vídeo abaixo.)

 

 

Essa tática de atrair o público apostando na palavra do criador do original funcionou muito bem comigo, então, ao assistir Exterminador do Futuro: Gênesis, deixei meus preconceitos de lado e passei a esperar por algo que não fosse destruir totalmente todo o meu amor pela série – e nem minha confiança em James Cameron.

O veredito é: sim, Gênesis funciona, em muito pela presença do eterno T-800, Arnold Schwarzenneger.  Ele consegue ser ao mesmo tempo o personagem mais engraçado, mais estóico e mais sentimental do filme. Eu diria que é o melhor trabalho do governator em anos.

 

Exterminado_do_Futuro

 

Essa quinta continuação é um reboot – ou uma tentativa de apagar as sequências que não deram certo – consequentemente, Gênesis pega emprestado muito do original na tentativa de contar a mesma história num universo diferente. A cena da chegada de Kyle Reese (Jai Courtney) em 1984, é idêntica a do primeiro filme, não ficou faltando nem o tênis Nike Vandals, aquele com velcro.

 

nike-vandals-esterminador-genesis

**Os produtores fizeram a Nike recriar um par da linha especialmente para o filme – io9 )**

 

Quem já está familiarizado com a franquia do Exterminador deve conhecer muito bem os personagens de John Connor, Sarah Connor e T-800 (leia-se Arnold Schwarzenneger). Kyle Reese, outro herói icônico, não é uma figura tão presente quanto os outros três, na verdade, para muitos que só assistiram ao O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final, Reese é praticamente um desconhecido (ele aparece em Salvação também, mas eu comentei que estou tentando esquecer esse filme, então relevem).

Para minha alegria, Gênesis devolve a Reese o status de personagem importante à narrativa. Algo que elevou o produto final infinitamente no meu conceito, pois considero Kyle Reese um dos heróis mais trágicos e românticos da história do cinema. A inclusão de Kyle nos traz um dos maiores acertos de Gênesis, que pela primeira vez conseguiu reunir todos essas figuras em um mesmo momento.

Outro acerto da trama, foi colocar um dos T-800 como guardião da  jovem Sarah Connor, um elemento original em meio a tantas alusões ao passado da franquia. Essa escolha também coloca em questão se é possível um ciborgue, possuidor de uma inteligência artificial, ter sentimentos como seres humanos. Se formos nos guiar pela interpretação de Schwarzenneger, eu diria que sim, totalmente possível.

Nem Emilia Clarke nem Jai Courtney conseguiram alcançar o patamar de carisma do governator, porém, sinto que os dois merecem um tapinha nas costas pelo esforço . Não sou Falsiane o bastante para dizer que eles seriam minha primeira escolha como Sarah Connor e Kyle Reese, mas os dois atores se saíram melhor do que eu esperava, então, considero isso um motivo para comemorar. Pode ser que isso não pareça animador, mas vindo de alguém que ama o original e considera Linda Hamilton e Michael Biehn insubstituíveis como Sarah e Kyle, acredite, isso é um elogio. Talvez, a interpretação dos dois tenha sido mais aceitável para mim porque os vi como duas entidades completamente diferentes de suas contrapartes do original. Se você estiver esperando uma Sarah doce e um Kyle taciturno e romântico – como no primeiro filme, será decepção na certa.

Gênesis também conta com JK Simmons (recente vencedor do Oscar por Whiplash), como um policial que esbarra nos viajantes do tempo em 1984 e, novamente, em 2017. É  um personagem bem engraçado e o ator é sempre ótimo, mas também senti que ele não acrescentou nada a história, a trama funcionaria muito bem sem ele, e isso é sempre uma dedução ruim sobre qualquer personagem.

Após pensar muito sobre o filme, cheguei a conclusão de que um roteiro mais sério e um pouco mais explicativo sobre questões científicas – como viagem no tempo e as mudanças na timeline, teria tornado a produção mais instigante. As explosões e os tiroteios ficaram legais, mas isso eu posso dizer sobre qualquer lançamento de ação dos últimos quinze anos; e é essa decisão, de seguir o caminho de um filme de ação genérico, que faz a trama de Alan Taylor perder pontos com o espectador mais assíduo do cinema.

Apesar de ter algumas ressalvas, em defesa de O Exterminador do Futuro: Gênesis, acredito que a crítica internacional tenha sido exageradamente cruel com o filme. Ele é melhor que os dois filmes originais? Não. Mas considero essa uma tarefa quase impossível sem a presença de James Cameron na direção e produção. Quem sabe se alguém conseguisse convencê-lo a desistir das sequências de Avatar ele poderia voltar full-time para a franquia Exterminador do Futuro ( que sonho…).

Mesmo não se comparando aos trabalhos de Cameron, Gênesis ainda entrega no quesito diversão e, sim, algumas perguntas ficaram sem respostas e isso sempre é irritante, mas pelo menos o diretor já explicou que essas respostas seriam dadas em futuras sequências (porque hoje em dia tudo precisa de uma sequência… ¬¬). Essa também pode ter sido uma tentativa de sair de fininho, mas isso só o futuro dirá.

 

Sobre o Autor

Roberta Figueiredo
Formada em Comunicação Social, produtora independente de cinema, respira conhecimento e se alimenta de cultura. Ariana, teimosa, gosta de caminhar na praia e fazer maratonas no Netflix. ;-)

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