Nise: O Coração da Loucura – Crítica

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Direção: Roberto Berliner

Elenco: Glória Pires, Julio Adrião, Flávio Bauraqui, Fabrício Boliveira e Roney Villela

Roteiro: Flávia Castro, Mauricio Lissovski, Maria Camargo, Chris Alcazar , Patrícia Andrade, Leonardo Rocha e Roberto Berliner


Nota: 5 de 5 estrelas


Nise: O Coração da Loucura é um filme forte, denso e consequentemente com bastante carga dramática. Temos a biografia de Nise da Silveira, uma médica psicanalista, que após sua prisão, volta a trabalhar em um hospital psiquiátrico, no subúrbio do Rio de Janeiro.

O filme não relata os motivos que levaram ao cárcere, mas a doutora demonstra honestidade e transparência durante toda história, fica aí minha dúvida e curiosidade.

Baseado em fatos reais, se trata de um drama que relata esta volta ao trabalho, mas nada está como era antes. E o hospital? Em estado de calamidade.

Logo no início do filme podemos perceber que a psiquiatra terá uma longa e dura tarefa pela frente, além de muita maldade para driblar.

Apesar de todo tempo presa, Nise estudou e se modernizou na profissão, portanto irá discordar muito com os colegas de trabalho e suas visões mais retrógradas.

Uma história de uma mulher guerreira, iluminada e a frente de seu tempo, que irá lutar sozinha contra torturas e os mau tratos aos pacientes que sofrem de esquizofrenia. Contra a choque, lobotomia e outros “tratamentos “ Nise faz uma revolução usando a arte, paciência e liberdade

Os pacientes apresentam melhoras significativas através da terapia ocupacional, principalmente da pintura. As obras produzidas dentro de um hospital psiquiátrico abandonado são reais e chegaram a chamar a atenção do critico de arte mais famoso do período.

Esta nova forma de se expressar dos doentes em tratamento chega a virar tema para exposição, o que desagrada os outros médicos do hospital, que tentam boicotar todo trabalho realizado.

O filme tem cenas arrepiantes aonde podemos perceber seres humanos realmente se comportando como animais, no mais selvagem dos extintos. Palmas para as atuações que estão de tirar o chapéu e as cenas de surtos psicóticos extremamente bem produzidas .

Este é um filme bem delicado, que traz uma mensagem bem direta : como o amor pode transformar vidas, até mesmo de doentes em estados considerados “terminais” e como por um outro lado o ser humano pode ser ruim e só pensar em si mesmo. Traz uma bela reflexão sobre respeito e psiquiatria em geral.

Por se tratar de uma história real, o filme finaliza de uma maneira bem curiosa , que é trazendo um bate papo com a verdadeira Nise da Silveira, brilhantemente bem interpretada por Glória Pires.

 

Sobre o Autor

Jéssica Lopes

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