La La Land – Cantando Estações

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Um brinde aos sonhadores

Critica de La La Land

Ryan Gosling e Emma Stone como Mia e Sebastian

Em 2011, um sentimento de nostalgia ecoou através das telas do mundo.  Era o francês “O Artista” que resgatava a magia do Cinema Mudo Hollywoodiano.  O saudosismo cinematográfico, dessa vez alusivo aos gloriosos musicais americanos, volta em plena forma com o deslumbrante La La Land – Cantando Estações.

Dos créditos iniciais, que anunciam uma exibição no inveterado “CinemaScope”, às referências  a “Cantando na Chuva” e  Gene Kelly, o novo filme de Damien Chazelle (Whiplash: Em Busca da Perfeição)  detém um  encantamento comparável às lendárias produções estreladas por Fred Astaire e Ginger Rogers.

Para reanimar um gênero assentado no maravilhoso, um elemento decerto perdido na contemporaneidade, o roteiro introduz protagonistas anacrônicos: Uma aspirante a atriz, que cresceu assistindo aos clássicos de Ingrid Bergman; e um pianista de Jazz, que sonha em abrir seu próprio clube e salvar o ritmo do esquecimento.

“Para os sonhadores que acreditam no amor. Para os apaixonados que acreditam em sonhar”. Mia (Emma Stone) e Sebastian (Ryan Gosling) são amantes – um do outro, mas acima de tudo da Arte.  Diante à realidade caótica e cruel da Los Angeles atual, seu universo particular é uma quimera pintada nas cores de Jacques Demy.

Músicas de simplicidade singela, produção suntuosa, direção impecável e fotografia engenhosa. Estas são algumas das razões técnicas para justificar a aplicação do termo “obra-prima” ao longa, mas La La Land não deve, nem merece, ser  apenas visto e ouvido. É um filme para se sentir.   

Se o romantismo já não dá mais conta dos conflitos humanos, e o Cinema não pode mais ser refugio absoluto à vida; La La Land oferece esperança às almas antigas irremediáveis, provando que é possível adaptar-se ao presente mantendo um pouco da charmosa essência lírica de outrora.

Enquanto Chazelle propõe  “Um brinde aos sonhadores, por mais bobos que pareçam”, os homenageados assistirão contentes a genialidade do diretor ser brindada na temporada de prêmios.      

Sobre o Autor

Priscilla Signorelli
Cinéfila de alma antiga que prefere Technicolor a CGI, mas assiste de Marvel a Bergman com prazer. Divide o tempo útil entre a Crítica e a Cinemateca do MAM, enquanto sonha em viver de Cultura. Pseudo-poetisa e roteirista nas horas vagas.

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