Kong: A Ilha da Caveira – Crítica

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Kong ainda é rei

Kong: A ilha da caveira critica pipoca e guarana

 

Direção: Jordan Vogt-Roberts

Elenco: Brie Larson, Tom Hiddleston, Samuel L. Jackson, Toby Kebbell, Jason Mitchell, Corey Hawkins e John C. Reilly

Roteiro: Dan Gilroy, Max Borenstein, Derek Connolly

King Kong foi o primeiro monstro verdadeiramente cinematográfico a chegar às telas. Criado sem inspirações literárias ou mitológicas, o gorila de 8 metros distraia o espectador da Grande Depressão há exatos 84 anos.

Algumas refilmagens depois, e um contexto político bastante diferente, o diretor novato Jordan Vogt-Roberts traz o mesmo Kong (alguns metros mais alto) em uma aventura original: Nada de Empire State dessa vez!

Kong: A Ilha da Caveira se passa em 1973, logo após o fim da Guerra do Vietnã. Um enredo simplório encontra um grupo de cientistas, uma fotógrafa (Brie Larson) e um ex-capitão britânico (Tom Hiddleston) a caminho da misteriosa ilha. Escoltados por soldados americanos recém-dispensados do exército, os desbravadores enfrentam criaturas gigantescas e horripilantes.

Fazendo uso de piadas inofensivas, (atenção ao satírico boneco Bobble Head do presidente Nixon) Kong não deixa de ser crítico à própria História dos Estados Unidos. O militarismo excessivo e o comportamento predatório do Tio Sam são encarnados no delirante Coronel Preston Packard (Samuel L. Jackson). Insatisfeito com o fim da guerra, Packard enxerga Kong como o novo inimigo.

O tom antiguerra e politicamente correto (até mesmo os nativos foram poupados do estereótipo selvagem hollywoodiano) é uma nova tendência nas releituras de clássicos: o Tarzan de David Yates aparece como exemplo recente dessa busca por redenção. Por outro lado, as versões contemporâneas das velhas aventuras, não negam ao que vieram: Cinema pipoca, rentável e despretensioso. Permeado de clichês de filmes de aventura que vêm se repetindo desde os tempos de Errol Flynn, Kong: A Ilha da Caveira é tão esquecível quanto …divertido.

Sobre o Autor

Priscilla Signorelli
Cinéfila de alma antiga que prefere Technicolor a CGI, mas assiste de Marvel a Bergman com prazer. Divide o tempo útil entre a Crítica e a Cinemateca do MAM, enquanto sonha em viver de Cultura. Pseudo-poetisa e roteirista nas horas vagas.

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