Grace & Frankie: Quando a Expectativa é Maior do que o Resultado

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Grace & Frankie

Eu super esperava que Grace & Frankie fosse espetacular, que me prendesse no primeiro episódio, mas infelizmente não foi assim. Fui persistente e continuei assistindo, pois uma parte de mim não poderia acreditar que o Netflix havia encomendado uma série tão inexpressiva.

O canal de streaming que sempre tenta apostar em algo diferente da tradicional americana, dessa vez, exibe uma série que poderia muito bem estar na FOX, na NBC, etc. é claro que com pequenas mudanças no roteiro devido aos palavrões.

Falar da terceira idade sem cair no clichê, não é uma tarefa fácil, devo confessar. Porém Vicious, série da BBC, estrelada por Ian McKellen e Derek Jacobi, consegue fazer isso com sutileza, deixando os maiores clichês (surdez, perda de memória, entre outros) para os personagens secundários.

Talvez o maior problema é a falta de química do casal Sol e Robert, vividos respectivamente por Sam Waterson e Martin Sheen. Eles largaram suas esposas Grace & Frankie, após 40 anos casados, pois mantinham um affair durante 20 anos. Agora que moram juntos, não é possível perceber essa paixão que fez com que os dois “saíssem do armário”

As protagonistas de Grace & Frankie, interpretadas por Jane Fonda e Lily Tomlin, começam a série se odiando, mas acabam tentando superar o término juntas e vão morar na mesma praia. A relação delas vai progredindo ao longo da temporada. Jane e Lily mostram que formam uma ótima dupla e proporcionam os (poucos) bons momentos cômicos da série.

A redescoberta das duas no mundo de relacionamentos é um destaque a parte. Um dos melhores episódios, o oitavo, intitulado “O Sexo”, mostra o quanto elas são diferentes uma da outra. Enquanto Grace consegue ir em encontros com mais “facilidade”, ela tem vergonha na hora de falar sobre sexo. Já Frankie fala abertamente sobre sexo, fato extremamente ligado a personalidade hippie dela, porém não sabe flertar. Para falar verdade toda a trama ligada ao lubrificante de inhame é sensacional.

Outro ponto negativo da série são os créditos iniciais. O Netflix fracassou depois de proporcionar a viciante abertura de Unbreakable Kimmy Schimdt (ainda estou com “It’s a miracle” na cabeça) e a simples, porém combinação perfeita, que era a de Demolidor.  Infelizmente, a abertura de Grace & Frankie ficou parecendo uma versão da série brasileira Tapas e Beijos.

 

Sobre o Autor

Igor Miranda
Consumidor de cultura 24 horas por dia, 7 vezes por semana. Assisto de blockbuster a cinema sueco, vou a concertos e shows de rock, já no ramo das séries assisto de CW até HBO.

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