A Garota Dinamarquesa – Crítica

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A luta contra o preconceito/homofobia não vem de hoje e isso todos  já estamos carecas de saber (não  deu para evitar o clichê)  me desculpem.

Movimentos pela igualdade e aceitação vem de tempos, muito antes do que você imagina. A questão da sexualidade e a luta dos transsexuais ultrapassou séculos, ganhou o cinema, indicação ao Oscar e chamou a atenção da Academia. De qual filme eu estou falando? Sim, estou falando de: A Garota Dinamarquesa.

Imagina que coisa mais louca ter a sensação de que nasceu no corpo errado ? Louco por não se reconhecer dentro do seu próprio corpo? Tortura psicológica? Tenho certeza que sim! Esta já é uma situação complicada nos dias de hoje – em pleno século 21, após vários avanços nas lutas de igualdade de gênero e raça, certo?

Agora, tente se colocar no lugar de alguém que passou por isso em meados dos anos 20? Imagina você ser casado, morar em uma cidade pequena, de uma Europa dura, fria e tradicional.

Imagine amar sua esposa de uma forma que você sabe que não basta e não consegue entender o motivo, ao mesmo tempo que não se sente completo e feliz .

Imagine você, em uma época aonde os tabus da sociedade eram muito mais guardados, ser homem, ter que cumprir todos seus deveres em seu papel masculino, mas se sentir preso num corpo e em uma vontade de ser mulher .

Como explicar  ao mundo que isso é uma vontade que vem do além, uma realidade que vem de dentro ,que vem da alma? Como lidar com a frustração de se sentir errado/trocado? Como explicar ser uma mulher  preso em um corpo de homem  que você não reconhece como seu?

O longa dirigido por Tom Hooper e baseado na obra de David Hebershof, conta história da famosa pintora Gerda Weneger (Alicia Vikander), que foi casada com Lili Elbe, primeira pessoa a passar por um cirurgia de mudança de sexo na história da humanidade .

A atuação de Eddie Redmayne é algo tão extraordinária que você enxerga a Lili em todos momentos do filme – até mesmo antes dela ser apresentada na narrativa – e seus traços femininos assustam positivamente .

Como moral da história, fica o amor incondicional de Gerda, que apoia o marido em tudo (até mesmo na mudança de sexo ) e nunca o abandona, mesmo com todos olhares de preconceito. O ritmo de A Garota Dinamarquesa é lento, mas como tem uma belíssima fotografia, não é algo que incomoda.

 

Sobre o Autor

Jéssica Lopes

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