Crítica – Amor Sem Escalas (“Up In The Air”)

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Fonte: google.com

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Devo confessar que, quando vi o trailer de Amor Sem Escalas  (“Up In The Air“), não fiquei muito empolgada não. Primeiro porque a história não me pareceu lá muito interessante e segundo porque era do mesmo diretor de Juno (se bem que, para mim, o problema desse filme não é a direção e sim o roteiro…). Mas quando soube que ganhou o Globo de Ouro de melhor roteiro, eu me interessei – e constatei que o prêmio foi merecido.

No filme, Ryan (George Clooney) trabalha viajando pelos Estados Unidos demitindo empregados de empresas. Mesmo estando constantemente voando, ele vive nas nuvens só literalmente. Por causa de sua rotina, não criou raízes e nem deseja fazê-lo. Mas tudo muda quando, em uma de suas viagens, ele conhece uma mulher que parece querer o mesmo que ele – uma vida sem compromissos emocionais.

O longa é basicamente sobre solidão e como ela pode ser tanto um refúgio para uns quanto um pesadelo para outros. Os personagens que viajam juntos demonstram essas formas diferentes de lidar com esse sentimento. E também é sobre perda – não só a perda do emprego (que Ryan e Natalie provocam em cada uma de suas viagens), mas a perda de algo que você ama (que pode ser até o desejo da solidão), ou da oportunidade de ter alguém para amar.

A adaptação é excelente e a premissa é simples e bem atual. O filme é enxuto, redondo e super bem desenvolvido. Seu núcleo central tem apenas três personagens, o que evita subplots confusos e mal terminados. Também tem estratégias muito boas, como mostrar uma mesma situação três vezes para pontuar a mudança gradual do personagem ao longo da trama. E sempre intercala momentos de comédia leve com momentos muito dramáticos. Up in the Air é um título excelente (e a tradução “Amor sem Escalas” não faz sentido algum…), pois a história é contada de um modo light, mas sem perder a seriedade e nem o interesse da audiência. O roteiro é leve, mas não leviano. Melhor que 90% das coisas que a gente vê por aí.

O filme, além de ser muito bem escrito, tem uma direção competente e também o melhor papel (e atuação) do Clooney que eu já vi. Os silêncios dele dizem mais do que as palavras. Quase me fez perdoá-lo por aquele papel que ele “cometeu” em “O Amor Custa Caro” (porque aquilo foi um crime!)… E a edição do começo do filme é sensacional, pois contribui para a caracterização do personagem de um modo muito inusitado e eficiente, o que ajuda a levar a audiência através da trama.

Tenho a sensação de que se eu vir esse filme de novo depois, vou “ver” ainda mais coisas nele. E isso é ótimo e raro.

 

Trailer

Sobre o Autor

Anna Israel
Formada em Comunicação Social – Cinema pela PUC-Rio, tive a sorte de fazer intercâmbios para a UCLA, NYU e Cornell nos EUA, de conhecer alguns dos meus grandes ídolos e de ganhar prêmios com meus trabalhos. Para viver, só preciso de cinema, TV e música. Mas boas horas de sono e chocolate também vêm a calhar.

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