Aquecimento Foo Fighters – Top 10 Clipes: #5

 

Foo Fighters está prestes a completar 20 anos mas, para alegria dos fãs, a banda está apagando essas velinhas fazendo a sua paixão pela música arder como nunca.

Além de Janeiro marcar o aniversário de Dave Grohl, seu talentoso e carismático líder, também é nesse mês que a banda irá aterrissar no Brasil para a turnê de seu novo disco, Sonic Highways.

Se você também é Foonático, sabe que eles passam por Porto Alegre no dia 21, por São Paulo no dia 23, pelo Rio de Janeiro no dia 25 (show que está sendo ansiosamente aguardado pela pessoa que vos fala, que vai cobrir tudo em primeira mão aqui para o Pipoca e Guaraná) e por Belo Horizonte no dia 28.

Como um aquecimento para a turnê brasuca, estamos fazendo uma contagem regressiva com os dez melhores clipes da banda, acompanhada de curiosidades sobre alguns de seus álbuns e maiores hits.

Mesmo se você ainda não curte os caras, dê uma olhada e eu te garanto – você vai ser convertido.

Até agora, já tivemos:

 

#10: “White Limo”

#9: “Next Year”

#8: “Walking After You”

#7: “Walk”

#6: “Long Road to Ruin”

 

Segue o clipe número 5 na contagem:

5 – “Low”

 

Antes de começar, um aviso – esse post é sobre sexo, drogas e rock ‘n’ roll. Se você se ofende facilmente, talvez nem esse post, nem rock ’n’ roll sejam para você. Vamos lá.

One by One, que é o quarto album de estúdio dos Foos e o primeiro a contar com o guitarrista Chris Shifflett, tem “Low” como um de seus singles. Na verdade, o título dessa música diz muito sobre os bastidores das gravações. Quem ouve o disco e sabe que ele rendeu para os Foo Fighters o segundo Grammy de “Melhor Álbum de Rock” consecutivo (logo depois de There’s Nothing Left to Lose) mal sabe todas as dificuldades que a banda passou para criá-lo.

As gravações de One by One, que foi produzido por Nick Raskulinecz, responsável também pelo álbum In Your Honor e os ao vivo Live at Wembley Stadium e Skin and Bones, foram atribuladas. Em uma entrevista para a revista Rolling Stone, Dave declarou, sobre o baterista: “Quando você está em uma banda com o seu melhor amigo, como eu estou com o Taylor… Quer dizer, eu fiquei no hospital tomando conta dele por doze dias [por causa da overdose de analgésicos em 2001] rezando para ele sair dessa não porque eu queria fazer música com ele, mas porque eu amo o cara.”

Dave também tirou férias no verão de 2002 para gravar e fazer uma turnê com o Queens of the Stone Age, na época do disco Songs for the Deaf. Sobre como isso afetou sua dinâmica com o Foo Fighters, Dave afirmou, na mesma entrevista: “Tocar bateria no Queens (…) foi como a foda perfeita – como comer a estrela pornô mais gostosa – algo do qual lembranças e lendas são feitas. Aquela conexão musical precisa é algo pelo qual se procura a vida inteira, e eu consegui isso. Mas têm pessoas com quem você se conecta pelo coração, como o Taylor, Nate e o Chris.”

No meio de tudo isso, as faixas gravadas inicialmente para One by One foram consideradas aquém do esperado, o que aumentou a tensão entre os membros da banda. Por isso, decidiram jogar fora tudo o que já tinha sido feito e partir do zero no estúdio na casa de Dave em Alexandria, Virginia. Mesmo assim, Dave Grohl mais tarde veio a público dizer que One by One contém músicas que dificilmente vão voltar a ser incluídas numa setlist por terem sido gravadas rapidamente para despachar o lançamento do álbum. Na verdade, “Low” é uma das quatro músicas que Dave considera boas no disco. As outras são “All My Life” (que ganhou o Grammy de “Melhor Música de Hard Rock”), “Tired of You” (que conta com a participação de Brian May, guitarista do Queen) e “Times Like These”, que foi usada em comícios do George W. Bush em 2004, o que deixou Dave irritado. Grohl tocou esta música, entre outras, para campanha do rival Kerry, o candidato que apoiava.

“Low”, Segundo Dave, “é uma música bem agressiva. Soa como uma máquina trabalhando – é maneiro. A letra é bem sensual – é sobre duas pessoas se juntando porque elas notam que gostam mais de foder uma com a outra do que com qualquer outra pessoa. (…) Não é como nada que já houvéssemos feito.”

Responsável também pelos clipes de “Big Me”, “Learn To Fly”, “The One”, “Low” e “Long Road To Ruin”, o diretor Jesse Peretz decidiu fazer uma interpretação bem ao pé da letra dessa fala de Grohl. Por isso, o clipe de “Low” foi banido pela MTV e pela MTV2 (tida como mais alternativa) e foi só disponibilizado aos fãs através de um DVD EP de edição limitada, que continha ainda as três versões de “Times Like These” e diversos materiais de bônus. Qual a razão para tanto estardalhaço? O clipe mostra o maior contato que Dave Grohl e Jack Black já tiveram. Mas sua relação está longe de ser um caso passageiro.

Grohl já havia trabalhado com Jack Black no primeiro disco da banda do comediante, Tenacious D. Além disso, Dave também fez o papel de diabo no clipe da música “Tribute” e de Belzeboss no filme Tenacious D em A Palheta do Destino, contribuindo até mesmo para a sua trilha sonora. Depois de “Learn to Fly” e “The One” – trilha do filme Orange County, o qual estrela ao lado de Colin Hanks -, Jack faz aqui sua terceira aparição em clipes dos Foo Fighters. Ou seja, Dave e Jack sempre foram amigos e fizeram grandes parcerias, mas eu garanto que você nunca viu os dois tão “próximos” assim.

Em “Low”, a dupla interpreta caminhoneiros que estão se preparando para uma noite de bebedeira e curtição. As coisas começam a ficar estranhas quando vemos que eles planejaram mais do que fazer coisas de macho. Eles começam a se vestir de mulher e a se engalfinharem um com o outro enquanto a câmera registra tudo com uma estética de visão noturna. A cena mais bizarra é de Grohl de quatro usando lingerie enquanto Jack bate nele por trás. Sobre a gravação do clipe, Grohl já disse que as seis horas que eles levaram para fazê-lo envolveram até brinquedos sexuais, mas que essas cenas foram cortadas da versão final por discrição.

Mas se você não ficou satisfeito, ainda tem mais! Em um cenário parecido com o do clipe de “Low”, a banda inteira aparece numa versão bem íntima nessa promo genial (e quase genital) da turnê norte-americana do álbum Wasting Light. E, dessa vez, eles não deixam só cair as calças, mas também o sabonete. Com os Foo Fighters, a zuera realmente não tem limites.

 

Sobre o Autor

Anna Israel
Formada em Comunicação Social – Cinema pela PUC-Rio, tive a sorte de fazer intercâmbios para a UCLA, NYU e Cornell nos EUA, de conhecer alguns dos meus grandes ídolos e de ganhar prêmios com meus trabalhos. Para viver, só preciso de cinema, TV e música. Mas boas horas de sono e chocolate também vêm a calhar.

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