Aquecimento Foo Fighters – Top 10 Clipes: #2

 

Foo Fighters está prestes a completar 20 anos mas, para alegria dos fãs, a banda está apagando essas velinhas fazendo a sua paixão pela música arder como nunca.

Além de Janeiro marcar o aniversário de Dave Grohl, seu talentoso e carismático líder, também é nesse mês que a banda irá aterrissar no Brasil para a turnê de seu novo disco, Sonic Highways.

Se você também é Foonático, sabe que eles passaram por Porto Alegre no dia 21 e em São Paulo no dia 23. Eles também vêm para o Rio de Janeiro no dia 25 (show que está sendo ansiosamente aguardado pela pessoa que vos fala, que vai cobrir tudo em primeira mão aqui para o Pipoca e Guaraná) e partem para tocar em Belo Horizonte no dia 28.

Como um aquecimento para a turnê brasuca, estamos fazendo uma contagem regressiva com os dez melhores clipes da banda, acompanhada de curiosidades sobre alguns de seus álbuns e maiores hits.

Mesmo se você ainda não curte os caras, dê uma olhada e eu te garanto – você vai ser convertido.

Até agora, já tivemos:

#10: “White Limo”

 

#9: “Next Year”

 

#8: “Walking After You”

 

#7: “Walk”

 

#6: “Long Road to Ruin”

 

#5: “Low”

 

#4: “Breakout”

 

#3: “Big Me”

 

Segue o clipe número 2 na contagem:

 

2 – “Everlong”

 

“Everlong” foi lançado no álbum The Colour And The Shape, de 1997. O disco foi produzido por Gil Norton, que já trabalhou com bandas como Pixies, Counting Crows, Echo and the Bunnymen e The Distillers (cuja Brody Dalle é casada com o frontman do Queens of the Stone Age e um dos melhores amigos de Grohl, Josh Homme). Gil também produziu um segundo disco do Foo Fighters e, enquanto o primeiro foi só indicado ao Grammy, Echoes, Silence, Patience and Grace, o sexto da banda, conseguiu levar a honra para casa.

The Colour and The Shape é o segundo álbum dos Foos, mas considerado por muitos o primeiro. E isso tem muito a ver com a história de Dave Grohl.

Depois de aprender bateria e guitarra sozinho, Dave saiu da escola para fazer tour com uma banda de punk aos 17 anos. Aos 21, ele estava em Los Angeles e sem dinheiro para voltar para casa. Foi quando ele foi chamado para se juntar a uma banda de Seattle chamada Nirvana. Depois de uma meteórica carreira e do suicídio de Kurt Cobain, Dave não conseguia nem mais ouvir música, que dirá tocá-la. Depois de algum tempo se recuperando da perda, ele entrou no estúdio para gravar algumas de suas próprias canções. Na época, ele não tinha banda, então cantou e tocou todos os instrumentos sozinho (exceto guitarra em uma faixa, chamada “X-Static”). E isso deu origem ao primeiro disco, homônimo à nova banda, Foo Fighters. 
Ele não queria pôr seu nome na nova banda porque a intenção era que as pessoas não pensassem que “era o cara do Nirvana”.

Tendo sido contratados como músicos para a turnê do primeiro disco, Pat Smear (guitarrista) e Nate Mendel (baixista) já participam das gravações de The Colour and The Shape. Já a bateria de William Goldsmith não agradou muito a Grohl, que foi gradativamente e secretamente regravando o instrumento nas faixas do disco. Goldsmith deixou a banda logo depois, abrindo espaço para a entrada de Taylor Hawkins, ex-baterista de Alanis Morissette na turnê do clássico disco Jagged Little Pill, que, apesar de em suas próprias palavras, “ter demorado a achar o seu lugar na banda ao lado do melhor baterista do mundo”, conseguiu se firmar como membro dos Foo Fighters e também melhor amigo de Dave.

Se você ainda tem dúvidas de que senhor Grohl é um dos músicos mais versáteis do mundo, veja o clipe de “Everlong” e observe ele e sua mão gigante serem páreo para Freddy Krueger e dois capangas, interpretados por Pat e Nate. Dave faz de tudo para salvar sua amada, que é interpretada por um Taylor Hawkins travestido e hilário. O clipe conta com a direção do excelente Michel Gondry, escritor e diretor de O Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças e responsável por alguns dos melhores clipes na história do rock, como “Knives Out”, do Radiohead e “The Hardest Button to Button” e “Fell in Love With a Girl”, do The White Stripes.

Na época que pediram para Gondry mandar um tratamento para o clipe de “Everlong”, o Francês não falava muito Inglês. Mesmo assim, ele enviou uma interpretação do pouco que entendeu da letra, escrita por Grohl nos meses seguintes ao que ele descreveu como “o que pareceu ser o pior momento da minha vida”, se referindo à separação de sua primeira esposa, Jennifer Youngblood. Mas contra todas as probabilidades, a mistura da decepção de um com a falta de entendimento do outro – exploradas de um modo caricatural, porém sincero – acabou dando muito certo.

Escrita para uma nova namorada depois de o primeiro casamento de Grohl ter terminado, “Everlong” traduz ao mesmo tempo a desilusão afetiva e a empolgação com um novo amor. Pode-se sentir uma batalha entre esses dois sentimentos até que a canção explode no final, como já é marca registrada dos Foo Fighters.

“Everlong” ficou em 28º lugar entre as 100 melhores músicas dos anos 90, em 26º na lista dos 50 refrões mais explosivos e em número 6 no ranking de 100 melhores clipes de todos os tempos, todos de acordo com a revista especializada NME. Além disso, é até hoje um dos hinos do Foo Fighters que, apesar de ter uma letra extremamente íntima e reveladora de um momento doloroso da vida de Grohl, é sempre cantada pelos milhões que lotam os estádios onde o Foo Fighters toca ao redor do mundo. E segundo a revista SPIN, ela é a favorita também de fãs ilustres como David Letterman e Bob Dylan. É para poucos. E, ao julgar pelos 20 anos de estrada da banda que consegue se reinventar a cada álbum, vai ser tão bom assim para sempre.

Sobre o Autor

Anna Israel
Formada em Comunicação Social – Cinema pela PUC-Rio, tive a sorte de fazer intercâmbios para a UCLA, NYU e Cornell nos EUA, de conhecer alguns dos meus grandes ídolos e de ganhar prêmios com meus trabalhos. Para viver, só preciso de cinema, TV e música. Mas boas horas de sono e chocolate também vêm a calhar.

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