Aliança do Crime – Crítica

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Alianca-do-crime-pipocaeguarana

 

Direção: Scott Cooper

Elenco: Johnny Depp , Dakota Johnson, Benedict Cumberbatch, Juno Temple, Joel Edgerton , Kevin Bacon , Corey Stoll , Adam Scott

Nota: 3 de 5 estrelas

 

Estreou no Brasil no último dia 12 de novembro o longa Aliança do Crime, que conta a história real de James “Whitey” Bulger (Johnny Depp), um dos maiores gângsters da história dos Estados Unidos, baseado no livro homônimo de não ficção, escrito pelos jornalistas Dick Lehr e Gerland O’Neil. A película mostra como Jim Bulger estreita relação com o FBI em uma troca na qual ele fornecia informações sobre a movimentação de seus rivais na cidade em troca da paralisação da atividade dos mesmos e da vista grossa sobre seus negócios, além de explicitar como esse esquema gerou um ciclo vicioso para todos os envolvidos, principalmente para o agente do FBI e seu cúmplice John Connolly (Joel Edgerton) e seu irmão, o senador Bill Bulger (Benedict Cumberbatch). O esquema, que durou anos entre as décadas de 70 e 80, levou Jim Bulger a se tornar a figura mais temida de Boston na época e após décadas foragido (Jim foi capturado em 2011), quando era a figura número 2 nas buscas americanas, ficando atrás apenas de Osama Bin Laden.

Se você gosta do trabalho do Johnny Depp, mas espera mais uma atuação e mais um personagem que geraria uma bela camisa, como os iconicos Edward Mãos de Tesoura ou o pirata Jack Sparrow, tenho uma bela notícia para você (acredite): Você não vai ter a sua camiseta, mas vai poder testemunhar como um belo ator consegue se desconstruir em nome de um bom papel, apontado por muitos como digno de indicação ao Oscar. Depp se despiu da vaidade e, com cabelos ralos e semblante que exala pouca beleza, conseguiu transferir o medo pra platéia, que certamente cria uma relação de repulsa por Bulger, sobretudo após cada destempero violento de sua parte. Nem quando o filho do gângster falece dá pra simpatizar com Jim. Mas, apesar de Depp com sua impressionante atuação e da excelente história (sobretudo considerando que tudo ocorreu no país com o sistema legislativo considerado o mais competente do planeta), o filme não decola.

A trama é bem amarrada, mas o filme não apresenta um ápice muito evidente, estando sempre linear em sua tensão. Mesmo quando o cerco vai apertando para John Connolly, a forma hesitante e escorregadia com a qual ele vai ganhando tempo mantém a história em tensão controlada. O filme não decola, mas cumpre o seu papel e prende a atenção até o final, quando é revelado para o espectador o que ocorreu com cada personagem.

 

Sobre o Autor

Daniel Accioly
Formado em Comunicação Social – Publicidade pela PUC-Rio, é também músico e produtor. Escreve para outras mídias sobre diversos temas e utiliza a Sétima Arte como terapia escapista para a rotina bélica do mundo contemporâneo.

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