A Morte de Chester Bennington e A Música Que Nos Toca

Chester BenningtonNotícias como a da morte de Chester Bennington, um dos vocalistas do Linkin Park, mexem com milhares de pessoas no mundo. Eu mesmo demorei a processar o que tinha acontecido quando recebi a notícia pelo celular. Olhei em diferentes sites até que tudo fez sentido. É muito estranho pensar em como alguém distante, que não sabe da nossa existência, pode provocar esse tipo de sentimento tão forte.

Quando tinha 12 ou 13 anos, ouvia as bandas mais populares do rock nacional e internacional. Entre elas estava o Linkin Park. Saía pelas ruas revezando entre as camisetas deles, do Nirvana e do Evanescence. Com o tempo, fui conhecendo outras coisas, ouvindo novos sons, criando outras referências e me afastando de algumas dessas bandas – Nirvana é a única que continua presente na minha vida e nos meu fones da mesma maneira que antes. Ainda assim, ainda sinto a mesma emoção ouvindo algumas das músicas da banda.

Chester era um grande vocalista. Boa parte dos meus amigos roqueiros eram fãs da banda e admiravam sua carreira. Mas por trás daquela figura, havia a luta contra o vício e um abuso sexual sofrido na infância. Suas dores eram expostas em letras marcantes como “Numb”, “From The Inside”, “Shadow of The Day” e “One More Light” (faixa-título do último disco). E talvez seus gritos tenham sido uma das formas de exorcizar as angústias.

Aliás, esse último trabalho da banda foi cercado de críticas dos fãs por trazer uma sonoridade mais pop, diferente do que se ouviu nos primeiros álbuns do grupo. Entretanto, o próprio vocalista já havia dito que o disco trazia letras mais reflexivas, otimistas e sobre superação e autoconhecimento. Mas ainda assim, o músico poderia estar passando ainda por muitas questões internas que podem tê-lo levado ao suicídio. Coincidentemente, a morte de Bennington ocorreu no dia em que Chris Cornell, vocalista do Soundgarden e seu amigo próximo, faria 53. Cornell também cometeu suicídio em 18 de maio deste ano. Na ocasião, Chester divulgou uma carta de pesar pela morte do amigo e fez uma homenagem a ele durante o funeral.

Difícil é saber o que levou o cantor a tirar sua própria vida. Chester inspirou muita gente, fãs que foram as redes sociais falar sobre a tristeza e a perda. Outros que, assim como eu, não acompanhavam seu trabalho mais, mas têm a consciência de que essas canções fazem parte do que nos tornamos e nos ajudam a passar por momentos difíceis.

Sobre o Autor

PH Rosa
Jornalista, autor de contos que nunca viram a luz do dia, viciado em música e comprador compulsivo de livros, discos e tênis. Se diz bom amigo, mas prefere ir ao cinema sozinho. Ama descobrir novos sons e escrever sobre canções que causam arrepio.

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