A Intrometida – Crítica

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Eu Já Estive Aqui

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Direção: Lorene Scafaria

Elenco: Susan Sarandon, Rose Byrne, J.K. Simmons

Roteiro: Lorene Scafaria


Nota: 3 de 5 estrelas


Cada pessoa lida com a perda de uma maneira diferente. Para Marnie Minervini (Susan Sarandon), a maneira de superar o luto é mudar-se para uma réplica da Main Street, da Disney, e tornar a si mesma e quase todos à sua volta em consumidores assíduos dos produtos da Apple. Parece aleatório e sem sentido? É porque é mesmo. Mas essa é apenas uma das coisas inexplicáveis de A Intrometida, o novo filme de Lorene Scafaria—a roteirista de Nick e Norah: Uma Noite de Amor e Música e Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo. Outra coisa inexplicável: a incrível boa forma de Susan Sarandon. Afinal, a atriz já está com quase setenta anos, mas aparenta pelo menos uns dez anos a menos. Talvez a fórmula do segredo da juventude de Sarandon consista em sugar a vitalidade das jovens atrizes com quem ela contracena. Isso certamente explicaria o desempenho de Rose Byrne em A Intrometida.

Dois anos após a morte do marido e de sua mudança a Los Angeles para ficar mais perto da filha, Lori (Byrne), Marnie está finalmente começando a superar o luto. Acostumada a uma vida inteira de dedicação ao esposo e à filha e com mais dinheiro do que consegue gastar, Marnie decide ocupar o vácuo deixado pela morte de um e pelo crescimento da outra ajudando o máximo de pessoas que ela conseguir. Isso inclui o jovem funcionário da Apple Store que nunca teve a oportunidade de estudar e a amiga de infância de sua filha que nunca teve a oportunidade de realizar o casamento lésbico dos seus sonhos. A única pessoa que mantém Marnie a uma distância convenientemente segura é sua própria filha, que também está sofrendo com a morte do pai e com o recente término de seu relacionamento com seu namorado galã-de-cinema. Quando Marnie conhece Randy Zipper (J.K. Simmons), um ex-policial com um bom coração e uma dúzia de galinhas, ela finalmente percebe que—surpresa, surpresa—ela precisa se dedicar menos às outras pessoas e mais a si mesma.

A Intrometida não é um filme surpreendente e inovador. Dá claramente para perceber isso só pela sinopse do filme. É apenas mais uma comédia romântica sobre mães e filhas, sobre amores tardios e sobre como superar o inevitável; as parcas questões psicológica abordadas no filme são tão rasas que qualquer um tentando mergulhar mais profundamente nelas vai dar com a cara diretamente no chão. Mas, pelo menos, o roteiro de Scafaria não busca em nenhum momento reinventar a roda. A Intrometida é um filme despretensioso que sabe exatamente o que é e procura abraçar isso. Com um espírito leve e descompromissado, o filme chega a divertir em certos momentos e pode ajudar a passar uma ou duas horas de uma tarde ociosa de domingo.

Grande parte do charme de A Intrometida vem de Sarandon e Simmons, dois atores fantásticos que parecem entender perfeitamente o que o filme pede e estão sempre em completo controle de cena. O desempenho seguro de ambos contrasta violentamente com o de Byrne, uma firme adepta da Escola-Jennifer-Garner-de-Atuação, e que não ajuda o filme em nada. A total falta de química entre Sarandon e Byrne atrapalha o filme em quase todas as cenas que as duas atrizes estão juntas. Deveria, sim, haver um certo tipo de tensão entre as personagens na maior parte do tempo, mas o erro das atrizes e da diretora foi não perceber que existe uma grande diferença entre sentir-se desconfortável e sentir-se incomodado. As cenas envolvendo as duas são forçadas e, portanto, não-naturais. Esse problema é essencialmente de direção: o mesmo ocorre em menor grau nas cenas entre Sarandon e Simmons, mas, nesse caso, o talento dos dois atores consegue atenuar a falta de naturalidade. Byrne, que não tem tanto talento, não se sai tão bem.

A Intrometida consegue se desenvolver de forma lenta, mas regular—como um carro velho: aos trancos, mas constante—até seus vinte minutos finais. Nesse momento, o filme se torna tão açucarado que seria capaz de matar um diabético. Previsibilidade é uma coisa, e dá até para engolir tranquilamente. Mas pieguice é outra completamente diferente; e essa não me desce de maneira nenhuma.

Sobre o Autor

Daniel Lomba
Um entusiasta de cultura em todas as suas formas.

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